Vice-presidente Geraldo Alckmin minimiza resultados de pesquisas eleitorais e defende governo Lula: ‘Brasil avançou com salto de qualidade’
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), comentou os resultados de pesquisas de intenção de voto que apontam avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. Alckmin minimizou a importância desses dados, classificando-os como “fotografia do momento”.
Em evento em São Carlos (SP), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin destacou os avanços do atual governo. Ele comparou a gestão atual com governos anteriores, mencionando a área da saúde, onde criticou o “negacionismo” e a postura contra a vacinação durante a pandemia de Covid-19.
“Se você for verificar na saúde, o que nós vimos há poucos anos atrás na Covid foi negacionismo, uma ação contra a vacina, sendo que a vacina mudou o mundo. E o resultado disso foi que o Brasil tem 3% da população do mundo e teve 10,5% das mortes por Covid. Nós vemos um salto de qualidade”, afirmou Alckmin. A declaração foi feita após participar de um evento com o presidente Lula na cidade paulista.
Pesquisas mostram empate técnico e avanço de Flávio Bolsonaro
A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25), indicou que o senador Flávio Bolsonaro está numericamente à frente do presidente Lula em um cenário de segundo turno. Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 47,6% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,6%. Considerando a margem de erro de 1 ponto percentual, os dois candidatos estão em empate técnico.
Comparativamente, na pesquisa anterior da Atlas/Bloomberg, realizada em fevereiro, Lula apresentou uma oscilação positiva de 0,4 ponto percentual, enquanto Flávio Bolsonaro variou 1,3 ponto percentual para cima. A pesquisa ouviu 5.028 brasileiros entre os dias 18 e 23 de março, com 95% de índice de confiabilidade e registrada no TSE.
Alckmin confia no julgamento da população brasileira
O vice-presidente reiterou sua confiança de que a população brasileira fará um julgamento comparando os governos. “Nós estamos a praticamente oito meses das eleições e com absoluta confiança de que, no momento certo, a população brasileira fará um julgamento comparando governos. E é inegável que o Brasil avançou”, declarou Alckmin.
Ele ainda citou dados positivos da economia, como a queda nas taxas de desemprego e de inflação. Além disso, mencionou a redução do desmatamento, a presidência brasileira na COP30 e programas como o Pé-de-Meia como exemplos do progresso do país.
Desincompatibilização do ministério e futuro político
Sobre a sua desincompatibilização do cargo de ministro do MDIC, Alckmin explicou que a legislação exige que candidatos deixem seus ministérios. “A legislação determina que quem quiser disputar a eleição precisa deixar o ministério, mas não a Vice-Presidência. Então, cumprindo rigorosamente a lei, na semana que vem, nós devemos nos afastar (do ministério)”, disse.
Questionado sobre qual cargo ele pretende disputar, Alckmin respondeu de forma enigmática: “Na vida, a gente não escolhe. É a vida pública que nos escolhe. Tem dois ansiosos na vida, políticos e jornalistas”. A declaração sugere que sua candidatura ainda não está definida, mas ele demonstra estar aberto às definições que a política apresentar.

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