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Petróleo em Queda: Trump estende trégua com Irã, mas tensão no Golfo Pérsico mantém preços altos e alerta global

Petróleo recua com negociações sobre o Irã, mas preços permanecem elevados devido à incerteza geopolítica

Os preços do petróleo registram uma leve queda semanal nesta sexta-feira (27), impulsionados pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estender por mais 10 dias a pausa nos ataques às instalações energéticas iranianas. No entanto, o clima de cautela entre os investidores persiste, uma vez que uma resolução definitiva para o conflito parece distante.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 4 centavos, atingindo US$ 107,97 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuou 40 centavos, negociado a US$ 94,08 por barril. Essa variação ocorre após um dia anterior de alta nos mercados internacionais.

Apesar da aparente desescalada, o mercado de petróleo opera sob a influência da duração do conflito, e não apenas das manchetes. Qualquer dano à infraestrutura petrolífera iraniana ou um prolongamento da guerra pode forçar uma rápida reajuste de preços para cima, alertou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova. Conforme informação divulgada pela Reuters, a guerra já retirou 11 milhões de barris de petróleo por dia da oferta global, com a Agência Internacional de Energia classificando a crise como a pior desde os choques do petróleo da década de 1970 e a guerra entre Rússia e Ucrânia no setor de gás, somados.

Tensão no Oriente Médio e o futuro do fornecimento de petróleo

Donald Trump estendeu o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz até 6 de abril, sob ameaça de destruição de sua infraestrutura energética. Em paralelo, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio de milhares de tropas. A possibilidade de uma intervenção terrestre para controlar o estratégico polo petrolífero iraniano da Ilha de Kharg também está sendo considerada.

Um funcionário iraniano, em declarações à Reuters, classificou uma proposta americana de 15 pontos, transmitida ao Irã através do Paquistão, como “unilateral e injusta”. Essa resposta sinaliza a complexidade e a dificuldade em se alcançar um acordo.

Preços do petróleo: Volatilidade esperada e cenários futuros

Os futuros do WTI, que acumulam alta de 40% desde o início dos ataques americanos e israelenses contra o Irã em 28 de fevereiro, registram um recuo de 4,6% na semana. O Brent, com valorização superior a 48% no mesmo período, apresenta uma queda semanal de 4%.

Analistas do Macquarie Group indicam que, caso a guerra diminua em breve, os preços do petróleo podem cair nos próximos meses, mas ainda se manterão acima dos níveis pré-conflito. Contudo, se o conflito se estender até o final de junho, os preços podem disparar para US$ 200 por barril, alertam.

Impacto global e a busca por alternativas

“Com cada dia que passa, a pressão no mercado aumenta. Países asiáticos estão recorrendo a estoques de reserva e avaliando ajustes na demanda”, observou Mukesh Sahdev, fundador e CEO da consultoria australiana XAnalysts. A incerteza sobre o fornecimento global de petróleo e os riscos geopolíticos continuam a ser os principais fatores que influenciam o mercado.

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