Ibovespa recua com incertezas sobre a guerra no Irã e dados econômicos; petróleo sobe
O Ibovespa (IBOV) opera em queda nesta sexta-feira (27), refletindo as incertezas globais, especialmente o conflito no Irã, que pressiona os mercados internacionais. O principal índice da bolsa brasileira iniciou o dia em baixa, acompanhando o desempenho de outras praças financeiras. Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o índice registrava uma desvalorização de 0,57%, alcançando 181.551,46 pontos.
No cenário cambial, o dólar à vista apresenta leve alta frente ao real, em linha com o comportamento da moeda americana no exterior. No mesmo horário, a divisa dos Estados Unidos era negociada a R$ 5,2584, com uma valorização de 0,4%. O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, também avançava, registrando alta de 0,17% e atingindo 100,069 pontos.
Investidores acompanham de perto os desdobramentos da guerra no Irã, que já impacta o preço do petróleo e pode gerar volatilidade nos mercados. Além disso, dados econômicos domésticos e negociações comerciais internacionais também estão no radar. Conforme informações divulgadas pelo IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% nos três meses encerrados em fevereiro, ligeiramente acima da expectativa de 5,7% das previsões da Reuters.
Contas Públicas e Balança Comercial em Foco
O Banco Central informou que o Brasil registrou em fevereiro um déficit em conta corrente um pouco acima do esperado, enquanto os investimentos diretos no país vieram abaixo das projeções. O déficit em transações correntes foi de US$ 5,614 bilhões, elevando o saldo acumulado em 12 meses para 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa de especialistas em pesquisa da Reuters era de um saldo negativo de US$ 5,4 bilhões.
Em contrapartida, a balança comercial apresentou um superávit de US$ 3,507 bilhões em fevereiro. Este resultado é mais positivo quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, que registrou um déficit de US$ 1,123 bilhão. Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 6,754 bilhões no mês, ficando aquém dos US$ 7,6 bilhões projetados e dos US$ 10,039 bilhões de fevereiro de 2025.
Acordo Mercosul-Canadá Avança e Impacta o Comércio
Um avanço significativo nas negociações entre o Mercosul e o Canadá para um acordo de livre comércio foi reportado por três fontes familiarizadas com o assunto. Há expectativas de que o acordo seja assinado até o final do ano, com uma nova rodada de discussões agendada para o próximo mês em Brasília. Autoridades de ambos os blocos indicaram que o acordo pode ser concluído em 2026, com uma delas sugerindo a possibilidade de finalização antes de setembro.
A fonte do governo argentino mencionou que a assinatura do acordo pode ocorrer em setembro ou outubro, aproximadamente um ano após o reinício formal das negociações. Este potencial acordo tem o potencial de reconfigurar fluxos comerciais e investimentos na região.
Trégua no Irã e Preços do Petróleo Acima de US$ 100
Apesar de uma sinalização de trégua temporária no conflito entre o Irã e os Estados Unidos, os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma interrupção de 10 dias nos ataques às usinas de energia do Irã, a pedido do governo iraniano, afirmando que as negociações estão progredindo bem. A guerra, que já dura quase quatro semanas, tem impactado significativamente o transporte marítimo de petróleo.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), os futuros do Brent subiam 2,34%, negociados a US$ 104,27 o barril em Londres. Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) também apresentavam alta de 2,56%, alcançando US$ 96,92 o barril em Nova York. O Brent, referência internacional, com contratos para junho, fechou com alta de 4,61% a US$ 101,89 o barril. O WTI, com contratos para maio, também avançou 4,61%, a US$ 94,48 o barril.
O que esperar do mercado hoje
O mercado financeiro segue atento aos desdobramentos da geopolítica no Oriente Médio, que impacta diretamente os preços das commodities, especialmente o petróleo. Dados econômicos como a taxa de desemprego e as contas públicas do Brasil também moldam as expectativas dos investidores. A possível conclusão do acordo Mercosul-Canadá adiciona outro elemento de atenção para o cenário de investimentos.

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