Boulos critica parecer sobre regulamentação de entregadores por aplicativo e aponta retrocessos
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, expressou forte descontentamento com o recente relatório sobre a regulamentação do trabalho de entregadores por aplicativo. Em entrevista ao SBT News, Boulos afirmou que o parecer, de autoria do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), representa um **retrocesso** em relação às propostas anteriores.
Segundo o ministro, o documento divulgado nesta quarta-feira (8) é considerado **pior do que o parecer elaborado em dezembro**, o que gera preocupação sobre os avanços nas negociações. A declaração sinaliza um impasse nas discussões para garantir melhores condições aos trabalhadores.
As críticas de Boulos se concentram nas propostas de remuneração apresentadas no relatório. O ministro considera que as novas diretrizes não atendem às demandas e necessidades dos trabalhadores, **prejudicando os avanços** conquistados nas discussões anteriores. Acompanhe os detalhes.
Propostas de Remuneração no Relatório de Coutinho
O relatório do deputado Augusto Coutinho delineia duas opções principais para a remuneração dos entregadores por aplicativo. A primeira alternativa sugere um pagamento de **R$ 8,50 por entrega**, com um limite de até 3 quilômetros para viagens de carro, ou 4 quilômetros para quem utiliza bicicleta, moto ou se desloca a pé.
Uma segunda opção apresentada no parecer propõe o pagamento com base no tempo trabalhado. Nesta modalidade, o valor-hora mínimo seria equivalente a dois salários mínimos, o que corresponderia a **R$ 14,74 por hora**. Essas propostas foram criticadas por não refletirem as demandas dos trabalhadores.
Diferenças entre o Parecer e as Demandas dos Trabalhadores
Guilherme Boulos destacou que o relatório de Coutinho **não acolheu as propostas** apresentadas por um grupo de trabalho coordenado por ele. Este grupo, que reuniu lideranças de motoristas de aplicativos, defendia um modelo de remuneração mais vantajoso para os trabalhadores.
As lideranças haviam proposto um pagamento mínimo de **R$ 10 por corrida**. Além disso, o grupo pleiteava um adicional de R$ 2,50 por quilômetro para viagens superiores a quatro quilômetros, e o pagamento integral de entregas que fossem agrupadas, buscando maior **justiça e valorização** do trabalho.
Ministro Afirma que Parecer Anterior Era Mais Favorável
“O parecer anterior do relator estava bem melhor do que o parecer que ele soltou agora. Infelizmente, o parecer que saiu ontem trouxe retrocessos”, declarou Boulos, reforçando sua insatisfação. A comparação com o parecer de dezembro evidencia a **percepção de piora** nas condições propostas.
A crítica do ministro aponta para uma **falta de avanço** nas negociações, indicando que as novas propostas podem desfavorecer os entregadores. A expectativa é que novas discussões possam levar a um acordo que contemple os interesses de todas as partes envolvidas na regulamentação.

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