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Renda Fixa em Abril: Por Que CDBs Caíram Abaixo do CDI e o Que Esperar de Maio?

Após tensões em março, taxas de CDBs recuam e ficam abaixo do CDI em abril, gerando atenção para investidores.

O mês de abril trouxe uma surpresa para os investidores de renda fixa. Após um março turbulento, marcado por incertezas geopolíticas e domésticas que impulsionaram as remunerações, as taxas de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) apresentaram uma queda significativa. A média dos CDBs pós-fixados de 24 meses, por exemplo, recuou de 100,56% do CDI em março para 99,42% em abril, conforme levantamento da Quantum Finance a pedido do InfoMoney.

Essa movimentação, que deixou alguns títulos pagando abaixo do CDI, reflete uma busca por normalização após o estresse de março, segundo analistas. A expectativa de juros “altos por mais tempo”, tanto no Brasil quanto nos EUA, levou a uma acomodação nos prêmios oferecidos pelos bancos. Investidores que buscavam retornos mais elevados em março viram essas taxas serem ajustadas para baixo em abril.

No caso dos títulos de inflação, a queda nas taxas foi influenciada pelo desempenho do Tesouro IPCA+. Diante da redução na remuneração dos títulos públicos, os emissores privados rapidamente ajustaram os spreads oferecidos aos investidores. Apesar da queda, especialistas ressaltam que os investimentos em CDBs ainda fazem sentido, com baixa volatilidade e risco controlado, mas a seletividade se torna ainda mais crucial.

Normalização pós-estresse e a busca por juros estáveis

A queda nas taxas de CDBs em abril é vista por especialistas como uma normalização do mercado após as tensões de março. Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, avalia que o movimento reflete mais uma acomodação do que uma melhora estrutural no cenário econômico. Ramiro Gomes Ferreira, do Clube do Valor, concorda e explica que a estabilização da expectativa de juros elevados levou à redução dos prêmios extras oferecidos pelos bancos.

Os dados da Quantum Finance mostram que, em abril, a taxa média dos CDBs pós-fixados de 24 meses foi de 99,42% do CDI. Já os CDBs de inflação para o mesmo prazo pagaram, em média, IPCA + 7,72%, uma leve queda em relação aos 7,81% de juro real registrados no mês anterior. Fernando Benavenuto, da GT Capital, aponta que a queda nas taxas de títulos de inflação está ligada ao movimento do Tesouro IPCA+.

CDBs Prefixados na contramão e o que esperar de maio

Em contrapartida ao movimento de queda, os CDBs prefixados de prazos mais longos, entre 12 e 36 meses, registraram alta nas taxas médias em abril. Os títulos de 36 meses, por exemplo, saltaram para uma média de 13,73% ao ano, ante 13,48% em março. Belitardo explica que esse aumento reflete o medo do mercado, que exige mais prêmio para travar uma taxa nominal por um período maior, diante das incertezas fiscais e inflacionárias.

Para maio, a expectativa é de um cenário de “dependência de dados”, segundo Ferreira. A continuidade da percepção de risco fiscal no Brasil pode pressionar as taxas para cima, enquanto um sinal de maior controle nas contas públicas poderia estabilizar os níveis atuais. Benavenuto projeta que o comportamento das taxas dependerá da leitura do mercado sobre o ritmo do ciclo de afrouxamento monetário.

Recomendações para investidores em um cenário de cautela

Diante das incertezas, especialistas recomendam cautela e seletividade. Bruno Perri, da Forum Investimentos, ressalta que, mesmo com as quedas, o investimento em CDBs ainda é vantajoso devido à baixa volatilidade e risco. Ferreira sugere a técnica da escada de vencimentos para garantir liquidez periódica e não ficar preso a uma taxa caso os juros subam mais.

Um alerta importante é sobre o risco de crédito: fugir de taxas muito baixas de grandes bancos é prudente, mas buscar taxas muito altas em bancos frágeis exige cautela dobrada. Benavenuto vê as melhores oportunidades em papéis de bancos médios com boa classificação de risco e sugere prazos acima de três anos para títulos de inflação. Belitardo, por sua vez, adota uma postura mais conservadora com CDBs IPCA+, destacando os riscos de prazo, liquidez e concentração.

A principal dica para maio, segundo Belitardo, é manter a calma e não correr para travar qualquer taxa por medo de perder oportunidade. A diversificação em pós-fixados de qualidade e papéis atrelados à inflação para proteção do poder de compra continua sendo a estratégia ideal.

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