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Investidores Acusam Portugal de “Quebra de Confiança” Após Nova Lei de Nacionalidade Endurecer Acesso à Cidadania Europeia

Investidores sentem “quebra de confiança” em Portugal após nova lei de nacionalidade aumentar prazo para cidadania europeia.

A recente alteração na Lei da Nacionalidade de Portugal gerou uma crise diplomática e de confiança entre o governo e investidores estrangeiros. Milhões de euros foram aplicados no país sob a promessa de acesso facilitado à cidadania europeia, mas as novas regras trouxeram incertezas.

Centenas de detentores de “golden visas”, principalmente americanos, mas também brasileiros e de outras nacionalidades, já preparam ações legais contra o Estado português. Eles se sentem lesados por mudanças que consideram retroativas e prejudiciais aos seus investimentos.

O programa de residência por investimento, criado após a crise econômica de 2008, era visto como uma porta de entrada segura para a União Europeia. A nova legislação, no entanto, alterou drasticamente as expectativas criadas, conforme informações divulgadas por veículos portugueses.

Aumento de Prazos e Novas Exigências Frustram Investidores

Até então, a cidadania portuguesa podia ser solicitada após cinco anos de residência legal. Com a nova lei, esse prazo foi estendido para sete anos para brasileiros, cidadãos da CPLP e europeus, e para dez anos para os demais estrangeiros. Uma mudança que impacta diretamente quem planejou sua vida e finanças com base nas regras anteriores.

Além do aumento do tempo de residência, a contagem agora só inicia com a emissão efetiva da autorização de residência pela AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo). Isso, na prática, pode prolongar ainda mais a espera pela cidadania devido a atrasos administrativos já existentes em Portugal.

Filhos de imigrantes nascidos em Portugal também foram afetados. Anteriormente, bastava um ano de residência de um dos pais para a criança ter direito automático à cidadania. Agora, o período mínimo exigido sobe para cinco anos de residência regular.

Ação Coletiva e Debate sobre Segurança Jurídica

Mais de 500 estrangeiros com “vistos gold” estão discutindo uma ação coletiva contra o Estado português. Eles alegam **quebra de confiança jurídica** e mudança das regras no meio do processo, o que gera um sentimento de insegurança entre investidores internacionais.

A advogada especialista em imigração, Jessika Aguiar, destaca que a alteração legislativa reacendeu um debate crucial sobre **segurança jurídica** e a **proteção da confiança legítima** dos investidores. “Muitos clientes fizeram investimentos elevados com base em um enquadramento legal específico e em expectativas legítimas quanto aos prazos”, afirma.

“Quando há mudanças relevantes no curso desses processos, especialmente sem regras transitórias claras para quem já estava em fase avançada de residência, é natural que surjam contestações judiciais”, completa Aguiar, ressaltando a importância de clareza nas leis para atrair capital estrangeiro.

Golden Visas: Do Impulso Econômico às Críticas e Mudanças

Criado em 2012, o programa de “golden visas” foi uma ferramenta essencial para atrair capital estrangeiro, com mais de 12 mil investidores aderindo desde sua criação. O mercado imobiliário foi, por anos, o principal motor, permitindo a obtenção de residência através da compra de imóveis.

No entanto, o programa passou a ser criticado internamente devido à disparada dos preços das moradias e à dificuldade de acesso à habitação para a população portuguesa. Em 2023, investimentos imobiliários já haviam sido retirados das modalidades elegíveis.

Atualmente, os investimentos elegíveis para os “golden visas” focam em aportes financeiros em fundos de investimento, pesquisa científica, produção cultural e geração de empregos. A União Europeia também pressiona contra programas de cidadania por investimento, citando riscos de evasão fiscal e lavagem de dinheiro.

Expectativas Legítimas e o Futuro dos Investimentos em Portugal

A advogada Rafaela Barbosa aponta que o debate jurídico tende a crescer, pois muitos investidores iniciaram seus processos sob as regras antigas. “A alteração das regras aplicáveis a investidores que já haviam iniciado seus processos de residência levanta discussões jurídicas relevantes à luz dos princípios da segurança jurídica e da proteção da confiança legítima”, explica.

“Muitos estrangeiros estruturaram investimentos milionários em Portugal com base num regime jurídico específico”, complementa Barbosa. Isso fortalece a tese de que mudanças supervenientes não podem atingir, de forma desproporcional, expectativas legitimamente constituídas, abrindo caminho para futuras contestações legais.

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