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Seguro de Carro: Cotações de Elétricos e Híbridos Disparam e Triplicam em 2 Anos no Brasil, Superando Gasolina em Algumas Métricas

A revolução silenciosa nos seguros de automóveis: Elétricos e híbridos já representam 16,1% das cotações, triplicando a participação em apenas dois anos.

O cenário dos seguros automotivos no Brasil está passando por uma transformação notável, impulsionada pela crescente popularidade dos veículos eletrificados. Dados recentes revelam que carros híbridos e elétricos, juntos, já respondem por uma fatia significativa das cotações de seguro, mais que triplicando sua participação em um período de apenas dois anos.

Essa mudança de paradigma reflete diretamente o avanço da frota de veículos eletrificados no país, acompanhando a expansão do mercado automotivo. A evolução não se limita apenas à quantidade de carros, mas também influencia a forma como o mercado segurador se adapta e precifica suas apólices, exigindo novas estratégias e análises.

As informações, compiladas pelo Índice de Preço do Seguro de Automóvel (IPSA) da TEx, braço da Serasa Experian voltado ao mercado de seguros, indicam uma nova realidade para seguradoras, oficinas e consumidores, com um olhar atento para o futuro da mobilidade sustentável.

Participação de Elétricos e Híbridos nas Cotações Triplica em 2 Anos

Os números divulgados pelo IPSA são claros: em abril de 2026, os veículos híbridos e elétricos somaram 16,1% das cotações de seguro. Este percentual representa um salto impressionante quando comparado ao início da série histórica. Em novembro de 2024, por exemplo, os veículos a gasolina dominavam 93,6% das cotações, enquanto os híbridos representavam apenas 2,4% e os elétricos, tímidos 1,1%.

A evolução é ainda mais evidente ao observar os dados de abril deste ano. A participação dos veículos a gasolina encolheu para 79,2%. Paralelamente, os híbridos alcançaram 7,1% e os elétricos surpreenderam ao atingir 9%. Pelo segundo mês consecutivo, os modelos totalmente elétricos superaram os híbridos nas cotações monitoradas pelo índice, um marco inédito na série histórica.

Elétricos Puros Aceleram Crescimento, Híbridos Lideram em Volume

O avanço dos veículos eletrificados no mercado de seguros acompanha de perto a expansão desses modelos no mercado automotivo brasileiro. Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), os emplacamentos de híbridos e elétricos praticamente dobraram no primeiro quadrimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.

O crescimento mais acelerado foi observado entre os elétricos puros, com uma alta superior a 170%. Apesar disso, os híbridos continuam liderando em volume absoluto de vendas, demonstrando que ambos os tipos de eletrificação têm seu espaço e importância no mercado nacional.

Mercado Segurador se Adapta à Nova Frota Eletrificada

Emir Zanatto, head de Seguros da Serasa Consumidor, destaca que a evolução da frota eletrificada já começa a alterar o comportamento do mercado segurador e a dinâmica de precificação das apólices. “Os híbridos abriram caminho para essa transição e os elétricos passaram a acelerar em ritmo mais forte nos últimos meses”, afirma Zanatto.

“Isso muda o perfil da frota segurada e exige adaptação gradual das seguradoras, oficinas e operações de precificação”, completa, ressaltando a necessidade de ajustes para atender às novas demandas e características dos veículos eletrificados, que possuem tecnologias e custos de reparo distintos dos veículos convencionais.

Custo do Seguro: Híbridos Apresentam Menor Índice Médio

Os dados do IPSA também revelam diferenças no custo do seguro, dependendo do tipo de propulsão do veículo. O índice geral do IPSA fechou o mês em 4,5%, o menor valor registrado na série histórica. No entanto, ao analisar por tipo de combustível, surgem nuances importantes.

Em abril, os híbridos registraram o menor índice médio de seguro, com 2,5%. Já os elétricos ficaram em 3,7%, apresentando o maior percentual entre os tipos de combustível analisados. Esses dados consideram veículos com até dois anos de uso, um fator relevante na precificação do seguro automotivo, pois veículos mais novos tendem a ter custos de reparo mais elevados.

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