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Goldman Sachs mantém otimismo em petroleiras: Petrobras lidera com recomendação de compra e dividendos robustos

Goldman Sachs vê futuro promissor para petroleiras latino-americanas e recomenda compra de Petrobras

O setor de petróleo e gás na América Latina está sob os holofotes do Goldman Sachs, que reitera uma visão positiva impulsionada por fatores estruturais sólidos. O crescimento expressivo na produção de petróleo no Brasil, Guiana e Argentina, aliado à melhoria na governança de estatais, o surgimento de novas produtoras de alta qualidade e a atratividade das avaliações atuais, reforçam a tese favorável para as empresas da região.

Nesse cenário otimista, o Goldman Sachs renovou sua recomendação de compra para a Petrobras, estabelecendo preços-alvo de R$ 56,00 para PETR3 e R$ 52,40 para PETR4. Para os recibos negociados em Nova York (ADRs), os alvos são de US$ 22,50 para PBR e US$ 21,00 para PBR.A. A estatal brasileira se destaca pela combinação de crescimento de produção, impulsionado pelo pré-sal, forte geração de caixa e um potencial significativo de distribuição de dividendos, consolidando-se como uma das principais apostas do banco no setor.

Conforme informação divulgada pelo Goldman Sachs, os riscos para essa perspectiva incluem possíveis alterações nas políticas econômica e energética, especialmente em função dos ciclos eleitorais no Brasil, Colômbia e Argentina entre 2026 e 2027, além de uma eventual queda nos preços internacionais do petróleo. O banco ressalta que as petroleiras latino-americanas tendem a ser mais sensíveis a essas oscilações do que as grandes empresas globais.

Petrobras: Crescimento, Caixa e Dividendos em Destaque

O Goldman Sachs aponta que a Petrobras exibe um relevante crescimento de produção, ancorado nos projetos do pré-sal. Paralelamente, a empresa demonstra forte geração de caixa e um promissor potencial de distribuição de dividendos, características que a posicionam como uma das principais recomendações do banco no setor de óleo e gás da região.

A análise do banco indica que, em um cenário de petróleo a US$ 75 por barril em 2027, as companhias latino-americanas negociam com um desconto considerável frente aos seus pares globais. Nessas condições, as ações da região ofereceriam um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF Yield) de 15%, em contraste com os 9% das empresas internacionais. Essa diferença sublinha o atrativo das valuations atuais.

O Goldman Sachs também reconhece os avanços na governança de importantes estatais do setor, incluindo a Petrobras, YPF e Ecopetrol. No caso da Petrobras, o banco destaca a disciplina na gestão observada na última década, independentemente das mudanças de governo, atribuindo esse desempenho às melhorias de governança implementadas desde 2016.

O relatório do Goldman Sachs projeta uma taxa composta anual de crescimento (CAGR) da produção de 9% entre 2025 e 2028. Além disso, estima um dividend yield entre 11% e 16% para 2026 e 2027, considerando um preço do petróleo de US$ 75 por barril em 2027. Esses números indicam um retorno atrativo para os acionistas.

Cerca de 90% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Petrobras provém do segmento de exploração e produção (upstream), que também concentra aproximadamente 75% dos investimentos anuais da companhia. O banco projeta um Ebitda ajustado de US$ 58,2 bilhões em 2026 e US$ 57,7 bilhões em 2027, com investimentos planejados de US$ 17,1 bilhões e US$ 18,5 bilhões, respectivamente.

Nesse contexto, a Petrobras tem potencial para gerar um fluxo de caixa livre para o acionista de US$ 18,6 bilhões em 2026 e US$ 18,8 bilhões em 2027, resultando em um yield médio próximo de 15%. Uma parcela significativa desse caixa deverá ser distribuída aos acionistas, com projeções de dividendos de US$ 13,5 bilhões em 2026 e US$ 18,8 bilhões em 2027, correspondendo a dividend yields de aproximadamente 11% e 15%.

Mesmo com esses pagamentos substanciais, a Petrobras tem capacidade de manter sua dívida bruta próxima da meta corporativa de US$ 65 bilhões, demonstrando solidez financeira. O Goldman Sachs também aponta as eleições presidenciais brasileiras de outubro como um possível catalisador para as ações da Petrobras, antecipando uma recepção positiva dos investidores a uma administração mais alinhada ao mercado.

JPMorgan Analisa Independentes: PRIO em Destaque, Brava e PetroRecôncavo com Cautela

Em paralelo, o JPMorgan revisou suas estimativas para as ações de petroleiras independentes, mantendo sua preferência pela PRIO (PRIO3) em detrimento de Brava (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3). O banco destacou a PRIO como favorita devido ao seu maior potencial de crescimento, forte geração de caixa e alta exposição à valorização do petróleo, apesar de ter reduzido o preço-alvo de R$ 73 para R$ 70, principalmente devido ao impacto cambial.

A PRIO prevê um aumento de produção em 2026 com o início das operações do campo de Wahoo e a consolidação de Peregrino, visando atingir cerca de 200 mil barris equivalentes de petróleo por dia até o final do ano. Como a empresa não possui hedge relevante, está bem posicionada para capturar integralmente os benefícios de um ambiente favorável para a commodity, impulsionando caixa e retorno aos acionistas.

Para a Brava, o JPMorgan mantém uma recomendação neutra com preço-alvo de R$ 20. O banco reconhece as melhorias operacionais e financeiras da companhia, além de uma base sólida de reservas. Contudo, a estratégia de hedge da Brava limita seus ganhos em cenários de alta do petróleo. A proposta de aquisição de 51% da empresa pela Ecopetrol por R$ 23 por ação levanta questões sobre governança corporativa e direcionamento estratégico para minoritários, com o JPMorgan preferindo aguardar a conclusão da operação.

O JPMorgan também mantém recomendação neutra para a PetroRecôncavo, com preço-alvo de R$ 14. A empresa atua exclusivamente em produção terrestre, o que garante uma operação mais simples, mas com perspectivas de crescimento mais limitadas. Apesar de apresentar desempenho operacional consistente, a PetroRecôncavo tem enfrentado dificuldades em criar novas avenidas de crescimento relevantes, e sua estratégia de hedge tem reduzido sua capacidade de se beneficiar plenamente da recente alta dos preços do petróleo.

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