Trump diz que acordo com Irã está perto, mas faz ameaça dura a Teerã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo de paz com o Irã está próximo, mas reiterou que não haverá descongelamento de ativos financeiros ou suspensão de sanções econômicas antes da conclusão de um pacto definitivo. Qualquer alívio financeiro, segundo ele, só será discutido em etapas posteriores das negociações.
“Vem depois”, declarou Trump em entrevista à NBC News. “Se eles se comportarem, se fizerem um bom trabalho, começaremos a conversar”. Essa postura reforça a estratégia de Washington de manter a pressão econômica e militar sobre o Irã enquanto busca avançar nas tratativas diplomáticas.
O presidente americano também indicou que os Estados Unidos exigem termos mais rigorosos em relação aos planos nucleares iranianos. Trump quer incluir uma cláusula explícita que impeça o Irã não apenas de desenvolver, mas também de comprar ou adquirir armas nucleares por quaisquer meios. Conforme informação divulgada pela NBC News, Trump disse: “Estamos muito perto de um acordo, ou eu vou acabar com eles”.
EUA exigem destruição de urânio enriquecido e ameaçam com força militar
Trump detalhou que, caso um acordo de cooperação seja firmado, os Estados Unidos pretendem trabalhar com as forças iranianas para confiscar e destruir todo o urânio enriquecido, utilizando equipamentos militares americanos. A meta é eliminar a capacidade nuclear do país.
Na ausência de um entendimento diplomático rápido, o presidente alertou que as forças dos EUA continuarão a degradar o poder militar iraniano. O objetivo é coletar e neutralizar o material nuclear de forma unilateral e segura. Trump comparou sua abordagem com a de governos anteriores, criticando o acordo de 2015, e prometeu um desfecho mais favorável aos interesses de segurança dos EUA sob sua liderança.
Impacto militar: Irã com forças convencionais quase destruídas
No balanço das operações militares, Trump declarou que os EUA destruíram quase por completo as forças convencionais do Irã nos últimos três meses. Relatórios do Pentágono indicam que cerca de 90% da marinha iraniana e 95% das minas navais do país foram eliminadas. No entanto, metade da frota não convencional de barcos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda permanece intacta.
Trump estimou que o Irã mantém apenas entre 21% e 22% de seu estoque original de mísseis do período anterior à guerra. Mesmo com o enfraquecimento das defesas iranianas, o presidente americano afirmou que pretende manter 50 mil soldados dos EUA posicionados no Oriente Médio por tempo indeterminado, até a conclusão das negociações. Essa presença militar funciona como elemento de pressão na mesa de negociação.
Custo econômico: Trump aceita pressão nos preços em troca de segurança nuclear
Trump comentou os efeitos econômicos do conflito, reconhecendo que o fechamento do Estreito de Ormuz pressionou temporariamente os preços da gasolina e dos fertilizantes nos Estados Unidos. Ele afirmou, porém, que aceitou arcar com esse custo inflacionário de curto prazo para eliminar a ameaça nuclear na região.
O presidente previu que os preços internacionais do petróleo devem cair fortemente assim que o conflito for encerrado oficialmente. No cenário doméstico, Trump elogiou o último relatório de emprego dos EUA, mas defendeu que não há justificativa para o Federal Reserve aumentar os juros. Ele antecipou uma fase de expansão econômica e alívio de custos para agricultores e consumidores americanos com a estabilidade internacional restaurada.
Disposição para diálogo e detalhes sobre o acordo nuclear
Trump também se mostrou disposto a conversar com o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde que foi ferido em ataques dos EUA no início do conflito. “Não quero dizer se sei ou não onde ele está, mas há uma boa probabilidade de que eu saiba”, declarou o presidente americano.
No campo diplomático, Trump disse ainda que não exige que o Líbano faça parte de um acordo de curto prazo com Teerã. “Acho que eles gostariam de ver isso, mas não estou exigindo”, afirmou. A estratégia dos EUA visa um acordo definitivo que impeça o Irã de obter armas nucleares e garanta a estabilidade regional, mesmo que isso implique em manter a pressão militar e econômica por mais tempo.

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