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Braskem (BRKM5) despenca 16% e lidera perdas do Ibovespa pela 2ª semana, enquanto inflação e tensões globais movimentam mercado

Ibovespa ganha força com inflação controlada, mas Braskem (BRKM5) afunda 16% pela segunda semana seguida

O Ibovespa mostrou resiliência, impulsionado por dados de inflação abaixo do esperado no Brasil e nos Estados Unidos. A desaceleração do IPCA-15 em junho, para 0,41%, e a leitura do PCE nos EUA trouxeram alívio aos mercados, incentivando a rotação de investimentos. O índice fechou a semana em alta de 2,98%, aos 173.295,14 pontos, e o dólar encerrou cotado a R$ 5,1676.

No entanto, o cenário positivo para o índice não se refletiu em todas as ações. A Braskem (BRKM5) se destacou negativamente, liderando as perdas do Ibovespa pela segunda semana consecutiva. As ações da petroquímica chegaram a renovar a mínima anual, pressionadas por notícias sobre sua estrutura de capital.

Esses movimentos, conforme informações divulgadas, refletem um cenário complexo, com fatores macroeconômicos favoráveis contrastando com desafios específicos de empresas. Acompanhe os detalhes que moldaram o desempenho do mercado nesta semana.

Braskem (BRKM5) em queda livre: Mediação e rebaixamento pesam nas ações

A Braskem (BRKM5) amargou mais uma semana de perdas expressivas, com suas ações despencando 16% e liderando as quedas do Ibovespa pela segunda semana consecutiva. A companhia informou a abertura de um processo de mediação com credores financeiros e protocolou um pedido de tutela de urgência cautelar na Justiça de São Paulo. O objetivo é preservar as negociações sobre sua estrutura de capital, um movimento de escopo exclusivamente financeiro, segundo a empresa.

Adicionalmente, a Braskem tornou públicos os materiais trocados com detentores de bonds e debêntures, evidenciando que um acordo entre as partes ainda é distante. Em resposta a esses desdobramentos, o Citi rebaixou a recomendação de Braskem de neutro/alto risco para venda/alto risco. O banco citou a piora das perspectivas para os spreads petroquímicos e o aumento dos riscos específicos da companhia, como alavancagem elevada e riscos judiciais relacionados ao afundamento do solo em Alagoas.

Inflação em foco: IPCA-15 e PCE trazem alívio, mas BC mantém cautela

No Brasil, a prévia da inflação de junho, medida pelo IPCA-15, desacelerou para 0,41%, vindo abaixo das expectativas. Contudo, o acumulado em 12 meses acelerou para 4,80%, ainda que ligeiramente abaixo das projeções. Economistas veem uma melhora na inflação de serviços subjacentes, mas a piora no acumulado de longo prazo e as expectativas desancoradas do Boletim Focus ainda geram um sinal amarelo para a dinâmica de preços.

A ata do Copom manteve a porta aberta para novos cortes na Selic, mas o Banco Central reiterou o balanço de risco assimétrico para cima. O Relatório de Política Monetária (RPM) do BC aponta um aumento significativo na chance de estouro da meta de inflação em 2026, saltando de 30% em março para 79% em junho. Nos Estados Unidos, o PCE, indicador preferido do Federal Reserve, repetiu a variação de 0,4% de abril para maio, abaixo do esperado, mas o acumulado em 12 meses subiu para 4,1%. Apesar do alívio, a aposta majoritária continua sendo em alta de juros pelo Fed a partir de setembro.

Tensões no Oriente Médio e destaques do Ibovespa

A semana também foi marcada pela escalada de tensões no Oriente Médio. Após um início de semana com alívio nas negociações entre EUA e Irã, a Guarda Revolucionária iraniana atacou um navio cargueiro e interceptou embarcações. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que drones iranianos foram lançados no Estreito de Ormuz, e os EUA confirmaram ataques de retaliação. Esses eventos impactaram os preços do petróleo.

No Ibovespa, a maior alta da semana foi de Assaí (ASAI3), impulsionada pelo alívio nos dados de inflação e juros futuros. O Citi destacou que a inflação de alimentos elevada tem efeito limitado nos atacarejos. Outras altas notáveis incluíram Vivara (VIVA3), M.Diaz (MBRF3) e C&A Modas (CEAB3). A Braskem (BRKM5), por outro lado, liderou as perdas, refletindo os desafios específicos enfrentados pela companhia.

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