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Tecnologia Domina: Apple, Nvidia e Microsoft Lideram Criação de Riqueza nos Últimos 100 Anos de Investimentos

O domínio da tecnologia no mercado de ações: um olhar centenário sobre a geração de riqueza.

Uma análise profunda do mercado de ações ao longo do último século revela um padrão surpreendente: uma minoria de empresas, predominantemente do setor de tecnologia, foi responsável pela esmagadora maioria dos lucros dos investidores.

Gigantes como Apple, Nvidia e Microsoft se destacam, mas outras empresas inovadoras como Tesla e até mesmo a SpaceX, em seu curto período como companhia aberta, também figuram entre os maiores geradores de riqueza.

Essa concentração de retornos é um dos achados mais impactantes do estudo de Hendrik Bessembinder, professor de finanças da Universidade Estadual do Arizona, que acompanha a criação de riqueza no mercado acionário desde 1926. Conforme divulgado pelo The New York Times Company, a pesquisa aponta que mais de 96% das ações tiveram desempenho inferior a títulos do Tesouro americano de curto prazo.

A Ascensão das Gigantes Tecnológicas e o Desafio para o Investidor Individual

A pesquisa de Bessembinder demonstra que a paisagem do investimento mudou drasticamente nas últimas décadas. Empresas que sequer existiam como companhias abertas há algumas décadas agora figuram no topo do ranking de geração de riqueza. A Tesla, por exemplo, que não aparecia entre os maiores geradores de riqueza há nove anos, hoje ocupa a nona posição.

A SpaceX, em um episódio ainda mais recente, entrou brevemente na lista das 30 maiores de todos os tempos logo após seu IPO, evidenciando o impacto rápido e significativo que empresas de alto crescimento podem ter no mercado. O professor Bessembinder observa que “temos visto retornos muito altos de empresas extraordinariamente grandes nos últimos anos, e os primeiros dias da SpaceX como companhia aberta foram um estudo de caso disso”.

A conclusão anterior do estudo, de que a maioria das ações individuais não superava o retorno de títulos de baixo risco, permanece válida. Isso reforça a recomendação de que, para a maioria dos investidores, a escolha de fundos diversificados e de baixo custo, como os fundos de índice, é uma estratégia menos arriscada.

Concentração de Riqueza Acelerada e o Papel das Ações de Tecnologia

O estudo atualizado, que abrange 100 anos de dados até dezembro, mostra uma concentração ainda maior de riqueza. As duas maiores empresas do ranking, Apple e Nvidia, juntas responderam por 10% de toda a riqueza gerada. Para se ter uma ideia, no estudo anterior, cinco empresas eram necessárias para atingir essa marca.

A criação de riqueza ao longo da vida, definida por Bessembinder, está intrinsecamente ligada ao valor de mercado total da empresa. Isso significa que o desempenho de gigantes tecnológicas, que alcançaram valores de mercado multibilionários, tem um impacto desproporcional na geração total de riqueza do mercado acionário.

A lista das 10 maiores empresas em termos de criação de riqueza ao longo do século é dominada pela tecnologia. A Apple lidera com US$ 5,02 trilhões, seguida de perto pela Nvidia com US$ 4,58 trilhões e pela Microsoft com US$ 4,03 trilhões. Alphabet, Amazon e Broadcom também figuram entre as primeiras posições, demonstrando a força do setor.

Apenas duas empresas tradicionais, Exxon Mobil e Walmart, conseguiram se manter entre as 10 maiores de todo o século, ressaltando a mudança paradigmática na economia e no mercado financeiro. A ascensão meteórica de empresas como a Nvidia, que nem existia como companhia aberta em 1999, e hoje figura como a segunda maior geradora de riqueza, exemplifica essa transformação.

O Futuro do Investimento: Diversificação e os Riscos da Concentração

Embora a oportunidade de obter riqueza extraordinária com escolhas de ações individuais persista, os riscos associados a essa estratégia também se tornaram mais evidentes. A volatilidade inerente a essas ações de elite, mesmo quando são as maiores vencedoras, exige um forte controle emocional e um entendimento profundo do mercado.

A crescente concentração de riqueza em poucas empresas, impulsionada pelo crescimento explosivo do setor de tecnologia, levanta preocupações sobre a diversificação. Alcançar uma diversificação verdadeira tornou-se mais desafiador, especialmente com a inteligência artificial e os semicondutores dominando diversos mercados globais.

A ascensão da SpaceX serve como um lembrete de que apostas individuais em empresas de altíssimo valor de mercado carregam riscos igualmente grandiosos. A história recente do mercado de ações demonstra que, enquanto a tecnologia pode ser uma fonte poderosa de criação de riqueza, a concentração excessiva em poucas mãos ou setores pode apresentar desafios significativos para a estabilidade e a acessibilidade do mercado para o investidor comum.

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