PF apura se R$ 430 mil achados com líder do PL na Câmara tiveram origem simulada em nova operação
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2), a terceira fase da Operação Rent a Car, mirando pessoas ligadas ao deputado federal Sostenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara. A investigação, batizada de Operação Galho Fraco 2, busca apurar a tentativa de justificar a origem de R$ 430 mil em dinheiro vivo encontrados com o parlamentar em dezembro do ano passado.
A ação, que ocorreu no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, investiga um advogado e outras pessoas que teriam participado do saque dos valores. A suspeita é que eles tenham atuado para construir uma versão falsa sobre a origem do dinheiro, configurando possível fraude processual, além de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As diligências visam aprofundar apurações sobre um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas, utilizados para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. As informações são do UOL.
Suspeita de fraude documental para justificar dinheiro vivo
A nova etapa da investigação deriva da análise de material apreendido em dezembro de 2025, quando cerca de R$ 430 mil em espécie foram encontrados em um imóvel ligado ao deputado. Na ocasião, Sostenes Cavalcante alegou que o dinheiro era fruto da venda de um imóvel, mas não explicou o motivo do pagamento em dinheiro vivo.
Segundo a Polícia Federal, investigações posteriores indicaram que o contrato apresentado para respaldar a versão da venda do imóvel **não seria verdadeiro**. Há a suspeita de que o documento tenha sido elaborado após a apreensão do dinheiro, com o objetivo de **justificar a posse dos valores** e dificultar o andamento das investigações.
Mandados não tiveram o deputado como alvo direto
Embora a operação tenha se originado a partir de investigações envolvendo o líder do PL na Câmara, os mandados de busca e apreensão desta quarta-feira **não tiveram Sostenes Cavalcante como alvo direto**. O foco recaiu sobre indivíduos apontados pela PF como responsáveis por movimentar os recursos e participar da suposta tentativa de criar uma justificativa documental para a origem do dinheiro.
Investigações continuam para apurar destinação dos recursos
A Polícia Federal informou que as diligências buscam esclarecer a **destinação dos recursos**, a participação de cada envolvido e a eventual utilização de estruturas privadas para ocultar ou dissimular a origem de valores que, segundo a corporação, podem estar relacionados ao desvio de recursos públicos. As apurações seguem em andamento.

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