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ToggleO mercado financeiro reage intensamente às projeções para 2026 após a vitória de Lula, com analistas do Citi recomendando venda para o Banco do Brasil e o TCU definindo alíquotas cruciais para a reforma tributária.
A semana foi marcada por fortes turbulências e análises aprofundadas no cenário econômico brasileiro. A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou ondas de choque nos mercados, com investidores repensando suas estratégias e projeções futuras.
Além da reação inicial à eleição, outros fatores importantes moldaram o debate econômico. O Relatório Focus trouxe novas perspectivas para a inflação e a taxa Selic, enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) tomou decisões cruciais sobre a reforma tributária.
Destaques como a recomendação de venda para o Banco do Brasil pelo Citi e as análises da economista Zeina Latif sobre o ajuste fiscal completam o quadro das notícias mais relevantes da semana, que você confere a seguir. Essas informações foram divulgadas pelo Money Times.
Mercado reage com cautela à vitória de Lula e projeta cenário eleitoral de 2026
A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026 impactou imediatamente o mercado financeiro. Na segunda-feira (26), houve uma clara frustração nas expectativas de investidores que apostavam em um resultado diferente, o que se refletiu na queda de quase 30% do EWZ, o ETF brasileiro negociado em Nova York. Os recibos de ações (ADRs) de empresas brasileiras no exterior também apresentaram recuos significativos.
O ajuste de posições em virtude do cenário eleitoral dominou as atenções, deixando em segundo plano outros indicadores e o desempenho do mercado internacional. A percepção de risco político e a incerteza sobre os rumos econômicos futuros foram os principais motores dessa movimentação inicial.
Economistas revisam projeções de inflação e Selic para 2026, mas alerta permanece
O Relatório Focus, divulgado na segunda-feira (26), trouxe uma redução nas expectativas de inflação para 2026, com a projeção para o IPCA caindo de 5,22% para 5,19%. Houve também um corte nas projeções para a taxa Selic no mesmo ano. É importante notar que a pesquisa foi finalizada na sexta-feira anterior à divulgação dos resultados eleitorais, portanto, os reflexos mais concretos da vitória de Lula nas projeções deverão ser observados nas próximas divulgações.
Apesar do ligeiro alívio, a estimativa para a inflação oficial em 2026 segue acima do patamar de 5%, um ponto de atenção constante para o mercado. Para 2027, a mediana das projeções para o IPCA subiu de 4,32% para 4,34%, indicando uma tendência de alta pela segunda semana consecutiva.
Banco do Brasil (BBAS3) sob pressão: Citi recomenda venda e prevê queda de 20%
O Banco do Brasil (BBAS3) figura entre as empresas mais afetadas pelas análises pós-eleitorais. O Citi revisou sua cobertura de bancos e rebaixou a recomendação das ações do Banco do Brasil para venda. A nova meta de preço-alvo foi estabelecida em R$ 15, uma redução expressiva em relação aos R$ 22,40 anteriores, o que implica um potencial de queda de cerca de 20%.
De acordo com os analistas do Citi, a tese de investimento para o Banco do Brasil é pressionada por crescentes preocupações com a qualidade dos ativos, especialmente no setor de agronegócio. Além disso, a maior exposição a riscos políticos e regulatórios pós-eleição também contribui para a perspectiva negativa.
TCU aprova alíquota de 11,3% para a CBS, acima do previsto pelo governo
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, na quarta-feira (28), a alíquota de 11,3% para a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), que entrará em vigor em 2027 com a reforma tributária sobre o consumo. Este valor é superior à estimativa inicial do governo. A decisão unânime do plenário da corte foi tomada após análise dos cálculos apresentados pelo governo.
O resultado será encaminhado ao Senado, onde ocorrerá a deliberação final sobre a alíquota. A reforma tributária, promulgada em 2023, visa substituir o PIS e a Cofins pela CBS em âmbito federal, e unificar ICMS e ISS em um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) nos âmbitos estadual e municipal.
Zeina Latif defende ajustes graduais e aponta desafios do corte de gastos públicos
A economista Zeina Latif, em análise após a reeleição de Lula, defendeu que o ajuste fiscal no Brasil não se resume a cortes generalizados de despesas. Segundo ela, o foco deve ser em medidas que controlem o ritmo de crescimento dos gastos públicos, considerando a rigidez orçamentária e a resistência política a mudanças amplas.
Latif propôs uma estratégia gradual, com revisões pontuais em políticas públicas. Durante um jantar com empresários em São Paulo, ela destacou que o país acumula distorções em sua estrutura de despesas e benefícios que podem ser corrigidas sem a eliminação completa de programas existentes, sugerindo ajustes no abono salarial e no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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