O ano que fechou viu o Ibovespa renovar recordes e alcançar o patamar dos 165 mil pontos, mesmo com a Selic em 15%, e abriu oportunidades para 2026.
Analistas avaliam que o início do ciclo de corte de juros junto ao calendário eleitoral cria um ano com várias janelas de entrada para quem souber selecionar ativos.
O debate ocorreu no evento Onde Investir em 2026, com participação de profissionais do BTG Pactual, Empiricus e Alpha Key Capital, e trouxe recomendações práticas para montar carteira de ações para 2026, por setor e por tipo de exposição, conforme informação divulgada pelo Seu Dinheiro, portal parceiro do Money Times.
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ToggleCenário macro e o papel do fluxo estrangeiro
Para Bruno Henriques, analista sênior do BTG Pactual, a tendência de movimento positivo em mercados emergentes deve se estender, mesmo combinando eleições e corte de juros, e o investidor global costuma ter uma visão mais pragmática sobre cenários eleitorais.
Larissa Quaresma, da Empiricus, chama atenção para a força do capital externo, lembrando que, “o fato de o Ibovespa ter subido cerca de 30% no ano e em dólar subiu quase 50% não foi uma exclusividade do Brasil. Outros mercados emergentes, inclusive na América Latina, subiram muito”, e que esse fluxo tem feito preço no mercado brasileiro.
Bruno Rignel, da Alpha Key Capital, reforça que os resultados operacionais das empresas seguirão sendo determinantes para a performance das ações, o que reforça a importância de seleções fundamentadas para as ações para 2026.
Dividendos, proventos e sustentabilidade
O fim de 2025 teve uma onda de anúncios de proventos por mudança tributária, mas os analistas alertam para a necessidade de avaliar a sustentabilidade desses pagamentos ao longo do tempo.
Rignel enfatiza, “O dividendo é um bom indicador se você tiver a segurança de que vai continuar sendo pago, porque tem muitos casos que conseguimos provar por A + B que a empresa não tem a menor condição de continuar pagando o dividendo que está pagando”.
Quaresma destaca o setor financeiro como bom pagador, citando Itaú e Porto como referências para 2026, e ressalta que não deve se repetir o extraordinário de fim de 2025, que foi motivado por mudança tributária.
Quais ações e setores observar em 2026
Na cartilha das oportunidades para ações para 2026, a recomendação central é combinar exposição a nomes sensíveis a juros com empresas de crescimento e valuation razoável, preservando liquidez e diversificação em dólar ou petróleo para reduzir volatilidade.
Entre os papéis citados pelas fontes, aparecem bancos como Itaú (ITUB4), cíclicos e consumo como Localiza (RENT3), Smart Fit (SMFT3) e saúde privada como Rede D’or (RDOR3), além de nomes com exposição ao dólar ou petróleo como Prio (PRIO3).
Outros destaques mencionados por Rignel incluem Prio, Nubank (ROXO34), Allos (ALOS3), Track&Field (TFCO4), Priner (PRNR3), 3tentos (TTEN3) e Axia Energia (AXIA3).
Henriques também recomenda atenção ao setor de energia, citando Equatorial (EQTL3), Axia Energia e Copel (CPLE3), e a empresas ligadas ao Minha Casa, Minha Vida, como Direcional (DIRR3) e Cyrela (CYRE3).
Como montar carteira e gerenciar riscos em 2026
Os analistas lembram que 2026 reúne três grandes ciclos, juros, eleitoral e diversificação para mercados emergentes, que irão interagir e moldar oportunidades, e que até abril ainda haverá incerteza sobre candidatos, o que deixa espaço para ajustes.
Quaresma resume a ideia de forma pragmática, “Se escolher bem, dá para ganhar dinheiro, sim, com uma exposição de risco adequada”, sugerindo combinar pagadoras de dividendos estáveis, nomes sensíveis à queda de juros e proteção em dólar ou commodities.
Para investidores, a lição prática é priorizar empresas com geração consistente de caixa, desalavancagem e modelos de negócio rentáveis, monitorar fluxo externo e distribuir risco entre setores sugeridos, mantendo atenção à sustentabilidade de proventos e à evolução do cenário eleitoral e macro.

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