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Parlamento Europeu suspende análise do acordo comercial UE-EUA após Trump propor compra da Groenlândia e ameaçar tarifas, decisão pode provocar retaliações

O Parlamento Europeu decidiu suspender os trabalhos sobre o acordo comercial UE-EUA, em protesto contra as exigências do presidente dos EUA, Donald Trump, de adquirir a Groenlândia, e contra novas ameaças de tarifas sobre aliados europeus.

A medida interrompe a tramitação de propostas que removeriam muitas taxas de importação da União Europeia sobre produtos dos EUA, incluindo a manutenção de taxas zero para lagostas, originalmente negociadas com Washington.

O Comitê de Comércio havia programado votações para os dias 26 e 27 de janeiro, mas adiou a definição de posição, após a repercussão das declarações americanas, conforme informação divulgada pelo Parlamento Europeu.

Motivos da suspensão

Segundo as informações oficiais, a suspensão é uma resposta direta às recentes declarações e pressões vindas da Casa Branca, que, na avaliação de parlamentares, rompem o equilíbrio político do acordo firmado em Turnberry, na Escócia.

O presidente do comitê, Bernd Lange, disse em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira que as novas ameaças tarifárias haviam rompido o acordo de Turnberry, afirmando que agora ele seria suspenso até segunda ordem.

Muitos deputados reclamaram que o pacto está desequilibrado, porque a União Europeia estaria reduzindo a maioria das suas taxas de importação, enquanto os EUA mantêm uma taxa ampla de 15%, e ainda aceitavam avançar apenas com salvaguardas, como uma cláusula de caducidade de 18 meses.

Riscos e reações

A suspensão tem potencial para irritar a administração Trump, o que, por sua vez, pode aumentar o risco de retaliações comerciais, incluindo a imposição de tarifas mais altas pelos EUA a produtos europeus.

Fontes também relatam que o governo americano descartou concessões, como cortes de tarifas sobre bebidas alcoólicas ou aço, enquanto o acordo não estiver em vigor, o que reduz incentivos para avanços rápidos nas negociações.

O que está em jogo e os próximos passos

O congelamento permanece em vigor até nova ordem do comitê, e coloca pressão sobre negociadores que buscavam eliminar barreiras comerciais, preservar exportações sensíveis como a de lagosta, e implementar as mudanças acordadas em Turnberry.

As próximas etapas dependerão das decisões políticas em Bruxelas e da evolução das posições de Washington, enquanto parlamentares e governos nacionais ponderam entre aceitar o acordo com condições ou exigir garantias adicionais antes de retomar as votações.

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