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Minidólar em Alerta: Tensão Global e Análise Técnica Moldam Rumo do Câmbio Brasileiro

O contrato futuro de minidólar com vencimento em fevereiro (WDOG25) encerrou a última sessão de negociação em patamares próximos da estabilidade, registrando uma leve valorização de 0,08% e fechando cotado a 5.392 pontos. O pregão foi influenciado por um aumento na aversão ao risco no cenário internacional, desencadeado pela escalada nas tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e a Europa, com destaque para a questão da Groenlândia. As ameaças de tarifas impostas pelo governo americano provocaram um movimento global de busca por proteção, resultando na venda de ativos dos EUA e na valorização do dólar frente a moedas de economias emergentes, apesar de sua desvalorização em relação a divisas fortes como o euro e a libra.

No contexto brasileiro, o mercado de câmbio refletiu esse clima de incerteza externa, chegando a testar níveis superiores a R$ 5,40 durante a manhã. Internamente, a ausência de indicadores econômicos de peso fez com que a dinâmica do dólar fosse predominantemente ditada por fluxos cambiais e pelo sentimento internacional. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira alcançou novas máximas históricas, o que, de certa forma, ajudou a mitigar oscilações mais acentuadas na cotação da moeda americana.

Para os operadores do mercado de dólar, a sessão reforçou a percepção de um ativo altamente sensível ao noticiário geopolítico e ao comportamento dos mercados globais. A volatilidade intradiária se fez presente, exigindo atenção redobrada aos desdobramentos internacionais no curto prazo.

Do ponto de vista da análise técnica, o contrato de minidólar apresentou um fechamento em leve alta no gráfico de 15 minutos, negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, porém encontrando resistência significativa na média de 200 períodos. Esse padrão sugere um cenário de indefinição no curto prazo.

Para que o minidólar consolide um movimento de alta, será crucial a entrada de fluxo comprador capaz de romper a zona de resistência entre 5.393,5 e 5.401,5. A superação desses níveis abriria caminho para alvos em 5.416,5/5.425,5 e, subsequentemente, 5.434/5.446. Por outro lado, caso a pressão vendedora se intensifique, a perda do suporte em 5.387,5/5.373,5 poderia reativar o fluxo de vendas em direção a 5.360/5.350, com um objetivo mais distante na região de 5.338/5.319.

No gráfico diário, o contrato encerrou próximo da estabilidade, formando um padrão de “spinning top”, que indica equilíbrio entre compradores e vendedores e corrobora um ambiente de consolidação. Para uma retomada consistente da tendência de alta, a superação da resistência em 5.434/5.452 é fundamental, projetando alvos em 5.489,5/5.508. Em contrapartida, um rompimento da região de suporte em 5.362,5/5.360 tenderia a fortalecer o viés de baixa, com um alvo inicial em 5.319/5.291. O Índice de Força Relativa (IFR) para 14 períodos manteve-se em 39,79, ainda em zona neutra.

No gráfico de 60 minutos, o minidólar também finalizou a sessão com leve alta, operando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas mantendo uma característica lateral. Para ganhar força compradora, o mercado necessita romper a resistência localizada entre 5.401,5 e 5.425,5. Essa ruptura poderia destravar alvos em 5.434/5.452 e, em um cenário mais amplo, 5.491,5 e 5.512,5. Na ponta vendedora, a perda do suporte em 5.373,5/5.360 pode intensificar o fluxo de vendas, com projeções para 5.338/5.319 e, em um cenário mais estendido, 5.291/5.258 pontos.

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