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Minidólar em Queda: Análise Técnica Revela Pontos Chave e Impacto da Agenda Americana

O contrato futuro de minidólar (WDOG25), com vencimento em fevereiro, registrou uma queda expressiva de 1,09% na última sessão, fechando aos 5.333 pontos. A desvalorização da moeda americana frente ao real foi impulsionada por um cenário externo mais favorável e um robusto ingresso de capital estrangeiro no mercado brasileiro.

No âmbito internacional, declarações de Donald Trump em Davos, que afastaram a possibilidade de uso da força na questão da Groenlândia, contribuíram para a diminuição da aversão ao risco global. Paralelamente, a retração nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) aliviou a pressão sobre o dólar em relação às moedas de economias emergentes. Este movimento externo coincidiu com um fluxo significativo de investimentos para a bolsa brasileira, impulsionando o Ibovespa a patamares recordes.

Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil confirmaram entradas financeiras substanciais, reforçando a tendência de baixa para o câmbio durante o pregão. Notícias de cunho político tiveram um impacto secundário, sem alterar a dinâmica principal do mercado de câmbio.

Para os operadores do mercado de dólar, o dia evidenciou a predominância de fatores de fluxo e do cenário externo. A continuidade das entradas de capital na bolsa e a evolução do quadro geopolítico permanecem como os principais fatores de volatilidade no curto prazo, demandando atenção redobrada.

Análise Gráfica Detalhada:

No gráfico de 15 minutos, o minidólar demonstrou enfraquecimento do fluxo comprador ao negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para uma recuperação sustentada, seria necessária a superação da resistência em 5.335,5/5.342, com alvos potenciais em 5.351,5/5.364 e, em extensão, 5.373,5/5.385,5. Por outro lado, a perda do suporte em 5.326,5/5.314,5 poderia intensificar a pressão vendedora, com projeções para 5.305/5.291 e, em um cenário mais esticado, 5.276/5.263.

No gráfico diário, o fechamento com um forte candle vendedor sinaliza a continuidade da correção. A neutralização desse movimento exigiria a superação da zona de resistência em 5.385,5/5.434, abrindo caminho para níveis mais altos como 5.452/5.489,5. Na ponta vendedora, a perda do suporte em 5.326,5/5.291 poderia acelerar as baixas em direção a 5.258/5.230. O Índice de Força Relativa (IFR) recuou para 32,88, aproximando-se da zona de sobrevenda, o que requer atenção a possíveis repiques técnicos.

No gráfico de 60 minutos, o minidólar manteve o viés baixista ao fechar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Uma recuperação mais consistente dependeria da superação da resistência em 5.341,5/5.362,5, com alvos em 5.385,5/5.401,5 e, posteriormente, 5.425,5/5.434. Caso a tendência de baixa se confirme, a quebra do suporte em 5.326,5/5.305 poderia desencadear novas ondas de venda em direção a 5.291/5.258 e, em um alvo mais longo, 5.230/5.202 pontos.

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