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Tensões EUA-Irã Disparam Preços do Petróleo: Fim da Queda ou Nova Volatilidade?

Os preços do petróleo registraram um movimento de alta nesta sexta-feira (23), revertendo a tendência de queda observada no dia anterior. A valorização foi impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensificou as ameaças contra o Irã, gerando apreensões sobre a estabilidade do fornecimento global de petróleo bruto.

Trump anunciou a mobilização de uma “armada” americana em direção ao Oriente Médio, adicionando mais um capítulo à escalada de tensões com o Irã. As declarações, feitas a bordo do Air Force One, reforçam a pressão exercida pelos EUA sobre Teerã, especialmente em relação ao seu programa nuclear.

A reação do mercado de energia foi imediata. Após uma queda de aproximadamente 2% na quinta-feira, os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, com vencimento em março, apresentaram alta de 1,8%, atingindo US$ 65,20 por barril. O Irã, um produtor significativo com mais de 3 milhões de barris diários, desempenha um papel crucial no equilíbrio do mercado global.

No Brasil, a volatilidade também se fez presente. As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) abriram em alta, impulsionando o Ibovespa em meio a um cenário externo de incertezas. Paralelamente, a petroleira Prio (PRIO3) viu suas ações dispararem após o Goldman Sachs elevar sua recomendação para compra, citando expectativas de forte crescimento orgânico e dividendos.

Analistas do JPMorgan indicam que, apesar das tensões geopolíticas recentes com o Irã e a Venezuela, o prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo permanece limitado. O banco avalia que a probabilidade de uma ação militar imediata contra o Irã diminuiu, com ambos os lados demonstrando disposição para a diplomacia. A situação na Venezuela também tem apresentado menor volatilidade, à medida que suas exportações se recuperam.

O JPMorgan também aponta que as interrupções na oferta ocorridas em janeiro, como as do Cazaquistão e do oleoduto CPC, juntamente com a desaceleração no aumento dos estoques globais, forneceram suporte aos preços. Contudo, o banco não espera uma alta sustentada no curto prazo, devido à demanda sazonalmente fraca e a um excedente mais amplo no mercado. A perspectiva é de preços estáveis, com potencial de valorização limitado.

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