O Bitcoin (BTC) demonstrou uma leve recuperação nesta sexta-feira, 23 de fevereiro, após cinco dias consecutivos de quedas. A cotação da principal criptomoeda do mercado registrou um avanço de 0,34%, alcançando US$ 89.810,01 por volta das 17h03 (horário de Brasília). No entanto, o otimismo é contido pela persistente aversão ao risco entre os investidores, alimentada por tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Europa, além da influência das flutuações do iene japonês frente ao dólar.
Enquanto o Bitcoin buscava se firmar, o Ethereum (ETH) apresentava desempenho oposto, com uma desvalorização de 2,34%, negociado a US$ 2.957,11 na plataforma Binance. Essa divergência reflete a complexidade do cenário atual para os ativos digitais.
O Banco do Japão (BoJ) manteve sua política monetária inalterada, como amplamente esperado pelo mercado. Contudo, especulações sobre uma possível intervenção do banco central japonês para estabilizar a moeda geraram apreensão e impactaram a dinâmica do mercado. O presidente do BoJ, Kazuo Ueda, assegurou que medidas serão tomadas para restaurar a ordem nos mercados de títulos, caso necessário, adicionando uma camada de incerteza.
Analistas da Milo Credit apontam que a recente desvalorização do iene pode ser um fator determinante para as dificuldades enfrentadas pelo Bitcoin e pelo mercado de criptomoedas. A expectativa é que, com a eventual reversão dessa fraqueza cambial, ativos de maior risco, como as criptomoedas, possam experimentar um período de recuperação e valorização.
Em entrevista à CNBC, Changpeng Zhao, cofundador da Binance, expressou otimismo quanto ao futuro do Bitcoin. Apesar da volatilidade recente, ele projeta uma valorização significativa no médio a longo prazo, impulsionada por uma crescente aceitação das criptomoedas nos Estados Unidos e em outras nações. “Se você olhar para um horizonte de cinco ou dez anos, é fácil: vamos subir”, afirmou Zhao.
Paralelamente, o setor financeiro tradicional demonstra interesse crescente em ativos digitais. O UBS, por exemplo, anunciou planos para oferecer investimentos em criptomoedas a clientes selecionados de private banking, encontrando-se em fase de seleção de parceiros para concretizar essa iniciativa, conforme noticiado pela Bloomberg. Esses movimentos indicam uma maturação gradual do mercado cripto e sua integração com o sistema financeiro global.

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