Dólar opera em baixa e fecha a R$ 5,27, impulsionado por fatores externos e domésticos.
O dólar iniciou a última semana de janeiro em ritmo de queda, influenciado por um cenário de incertezas geopolíticas e o risco de uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos. A expectativa para a decisiva ‘Super Quarta’, com anúncios de política monetária nos EUA e no Brasil, também contribui para a volatilidade.
Nesta segunda-feira (26), o dólar à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,2797, registrando uma leve desvalorização de 0,12%. Esse movimento de queda acompanhou a tendência observada no mercado internacional, onde o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas globais, também operava em baixa.
As incertezas geradas pela instabilidade política nos Estados Unidos têm levado investidores a buscar ativos considerados mais seguros, como o ouro. O metal precioso, inclusive, superou a marca de US$ 5.100 por onça-troy, fechando em novo recorde. Conforme informação divulgada pelo Estadão Conteúdo, o contrato mais líquido do ouro, com vencimento em fevereiro, teve alta de 2,06%, a US$ 5.082,50 por onça-troy na Comex.
Risco de Novo Shutdown nos EUA Aumenta a Tensão no Mercado
A possibilidade de uma nova paralisação do governo americano, conhecida como shutdown, voltou a assombrar os mercados. Líderes democratas no Senado indicaram que não aprovarão pacotes de financiamento que incluam verbas para o Departamento de Segurança Interna (DHS), especialmente devido a divergências sobre a fiscalização da imigração. A situação se tornou mais delicada após eventos recentes relacionados à imigração no país.
A plataforma Polymarket aponta uma probabilidade de 81% de o governo dos EUA entrar em um novo shutdown a partir de 31 de janeiro. Para se ter uma ideia, na sexta-feira anterior (23), essa probabilidade era de apenas 9%. A última paralisação, que durou 43 dias, causou atrasos significativos na divulgação de dados econômicos importantes.
“Super Quarta”: Foco nas Decisões de Juros de Fed e Copom
O mercado financeiro aguarda com expectativa a ‘Super Quarta’, dia em que os principais bancos centrais do mundo, o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos e o Banco Central do Brasil (BCB), anunciarão suas decisões sobre as taxas de juros. Nos EUA, a expectativa é de que o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) mantenha os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) também deve manter a taxa Selic inalterada em 15% ao ano. No entanto, o mercado estará atento a qualquer sinalização sobre o início de um ciclo de afrouxamento monetário já em março, o que poderia influenciar o comportamento do dólar e outros ativos.
Ouro em Alta e Dólar Pressionado por Incertezas Globais
A instabilidade geopolítica e o risco de shutdown nos EUA impulsionaram a busca por ativos de refúgio, como o ouro, que atingiu um novo recorde histórico. Essa migração para ativos mais seguros contribui para a desvalorização do dólar frente a outras moedas globais. O cenário reforça a cautela dos investidores, que monitoram de perto os desdobramentos nos EUA.
A Casa Branca anunciou que o presidente Donald Trump fará um pronunciamento relevante sobre a economia dos EUA nesta terça-feira (27). Esse anúncio também pode gerar movimentos no mercado, adicionando mais um fator de atenção para os investidores que acompanham a trajetória do dólar e seus reflexos na economia brasileira.

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