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Ibovespa Dispara e Rompe 182 Mil Pontos: Inflação Contida e Fluxo Estrangeiro Impulsionam Novo Recorde Histórico

Ibovespa Atinge Novo Pico Histórico em Meio a Cenário Econômico Favorável e Fluxo de Investimentos Estrangeiros

O Ibovespa (IBOV) demonstrou força renovada, saltando cerca de 4 mil pontos na primeira hora de negociações e estabelecendo um novo recorde histórico. Por volta das 11h30, o principal índice da bolsa brasileira alcançou a marca de 182.682,55 pontos, registrando um avanço de 2,22% e superando sua própria máxima anterior de 180.532,28 pontos, vista na sexta-feira anterior.

Este desempenho expressivo é impulsionado em grande parte pelo contínuo fluxo de capital estrangeiro, que tem buscado oportunidades em mercados emergentes em meio a uma rotação global e uma tendência de fuga de dólares dos Estados Unidos. A atratividade do mercado brasileiro tem sido um fator chave para a valorização do índice.

Além do movimento internacional, dados macroeconômicos internos também contribuem para o otimismo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que serve como um termômetro para a inflação e as expectativas de política monetária, apresentou um avanço de 0,20% em janeiro. Este resultado ficou abaixo da projeção de 0,23% e representa a segunda menor taxa de inflação para o mês desde o Plano Real, sinalizando um controle inflacionário mais efetivo.

Conforme informação divulgada pelo IBGE, o IPCA-15 acumulado em 12 meses atingiu 4,50%, também abaixo da expectativa de 4,52%. Esse número desacelerou em relação aos 0,25% de dezembro e permanece dentro da meta de inflação estipulada pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, o resultado não altera a projeção anual de inflação da casa, mantida em 4,1% para o ano.

Expectativas para a “Super Quarta” e Cenário Internacional

O mercado financeiro volta suas atenções para a chamada “Super Quarta”, período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar sua decisão sobre a taxa Selic. A expectativa é de que a taxa básica de juros seja mantida em 15% ao ano, mas com possíveis indicações sobre o início de um afrouxamento monetário já em março. Este cenário de manutenção, com viés de queda futura, é visto como positivo para a bolsa.

Nos Estados Unidos, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) também deve manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Além disso, o mercado aguarda pronunciamentos do presidente Donald Trump sobre a economia americana, cujas declarações podem gerar volatilidade nos mercados globais. A incerteza geopolítica protagonizada pelo presidente norte-americano tem pressionado o dólar ante moedas globais.

Destaques da Bolsa em Dia de Máxima Histórica

Em um dia marcado por novos recordes, a maior parte das ações do Ibovespa opera em alta. A Yduqs (YDUQ3) lidera os ganhos após o Itaú BBA elevar a recomendação de suas ações de neutra para compra, com um preço-alvo de R$ 19, representando um potencial de valorização de 37,7%. Analistas veem a Yduqs como uma oportunidade de investimento, com valuation atrativo e potencial de geração de caixa.

As gigantes Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) também impulsionam o índice. A Petrobras se beneficia da alta do petróleo Brent, enquanto a Vale avança mesmo com a suspensão de alvarás de funcionamento em Congonhas (MG) devido a extravasamentos de água, um evento que o Citi considera não ser materialmente negativo para as ações da companhia. Os bancos, outro peso-pesado do índice, também registram altas significativas, acompanhando desdobramentos do Caso Master e pagamentos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Dólar em Queda Ante Moedas Globais e Real

Enquanto o Ibovespa celebra novas máximas, o dólar opera em queda frente a moedas globais como o euro e a libra, e também em relação ao real. O indicador DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,47% por volta das 11h30, aos 96,570 pontos. A divisa norte-americana também era pressionada pelo iene, com declarações da ministra de Finanças do Japão indicando medidas, se necessário, em relação ao câmbio.

No mercado brasileiro, o dólar operava a R$ 5,2496, com queda de 0,57% no mesmo horário. A desvalorização da moeda americana reflete o otimismo com o mercado de ações brasileiro e o fluxo de capital estrangeiro, além de fatores externos como as incertezas geopolíticas nos EUA e a postura do Japão em relação ao câmbio. A combinação desses fatores contribui para um cenário positivo para os ativos brasileiros.

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