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Ouro Dispara Acima de US$ 5.300 e Bate Novo Recorde Histórico Impulsionado por Fed, Geopolítica e Dólar Fraco

Ouro alcança novo patamar histórico, superando US$ 5.300 por onça-troy, impulsionado por busca por segurança e incertezas globais.

O ouro fechou em alta nesta quarta-feira (28), marcando a sétima sessão consecutiva de valorização e ultrapassando a marca de US$ 5.300 pela primeira vez. O metal precioso é buscado como um porto seguro em tempos de incertezas econômicas e geopolíticas, mesmo com a recuperação do dólar no cenário internacional.

A forte demanda pelo ouro também reflete as expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, antes da divulgação de sua próxima decisão sobre as taxas de juros. A possibilidade de juros mais baixos no futuro tende a beneficiar metais preciosos.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para fevereiro encerrou com alta de 4,35%, alcançando US$ 5.303,60 por onça-troy. No pico das negociações, o metal chegou a ser cotado a impressionantes US$ 5.323,40, demonstrando força no mercado.

Prata e outros metais preciosos também se destacam na alta

A prata não ficou atrás e registrou um avanço ainda mais expressivo. O contrato para março da prata subiu 7,15%, fechando a US$ 113,53 por onça-troy. Essa performance conjunta dos metais preciosos sinaliza um apetite crescente por ativos de refúgio.

Outros metais preciosos também apresentaram recuperação. A platina para abril fechou em alta de 3,63%, a US$ 2.629,50, e o paládio para março saltou 8,76%, alcançando US$ 2.045,30. Essa recuperação ocorre após uma forte desvalorização de mais de 10% na véspera, mostrando a volatilidade, mas também a resiliência desses ativos.

Análises apontam para cenário favorável a metais preciosos

Analistas do Maybank destacam uma “confluência de riscos negativos para o dólar”, o que tem favorecido diretamente a valorização do ouro e da prata. A percepção de fragilidade da moeda americana incentiva a migração para metais preciosos, que se tornam mais acessíveis para investidores com outras divisas.

Soojin Kim, do MUFG, reforça que a forte alta do ouro reflete um ambiente de maior risco econômico e geopolítico, incluindo mudanças na política dos EUA e tensões em mercados de títulos. Esse cenário alimenta uma “operação de desvalorização cambial”, com investidores buscando refúgio fora de ativos tradicionais mais voláteis.

Previsões otimistas para o ouro em 2024

O Deutsche Bank projeta que o avanço do ouro pode ganhar tração adicional ao longo do ano, com potencial para atingir a marca de US$ 6.000 por onça-troy. Segundo o banco, esse rali é sustentado por fatores estruturais de investimento, como o aumento de alocações em reservas oficiais e o crescente interesse por ativos reais, menos atrelados ao dólar.

Analistas do Saxo Bank observam que a expectativa de juros mais baixos nos EUA a longo prazo é um fator chave. Juros menores reduzem o custo de oportunidade de manter ativos que não rendem juros, como o ouro, tornando-os mais atraentes para os investidores em busca de valor.

Motivos para a alta: Fed, geopolítica e a busca por segurança

A combinação de fatores como as decisões futuras do Fed, as tensões geopolíticas globais e a busca por ativos de refúgio criam um cenário propício para a valorização contínua do ouro. A percepção de que o dólar pode perder força também contribui significativamente para o apelo dos metais preciosos como reserva de valor.

Investidores estão atentos aos próximos passos da política monetária americana e aos desdobramentos geopolíticos. A tendência de alta para o ouro parece consolidada, com projeções apontando para novos recordes no curto e médio prazo, segundo especialistas do mercado financeiro.

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