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Microsoft em Queda Livre: Ações despencam com receio de “bolha de IA” e ameaça de “shutdown” nos EUA

Wall Street em Alerta: Ações da Microsoft sofrem com receio de “bolha de IA” e “shutdown” nos EUA

O mercado financeiro de Wall Street experimentou um dia de forte volatilidade nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, com os principais índices operando em queda. A decisão do Federal Reserve (Fed) de manter as taxas de juros inalteradas, somada à desvalorização expressiva das ações da Microsoft e ao risco iminente de um novo “shutdown” (paralisação do governo) nos Estados Unidos, aumentaram a aversão ao risco entre os investidores.

O índice VIX, conhecido como o “termômetro do medo”, chegou a saltar mais de 17%, indicando a apreensão generalizada. O cenário de incerteza política e as dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial (IA) pesaram sobre o ânimo do mercado, com exceção do Dow Jones, que conseguiu fechar em leve alta.

Conforme divulgado por fontes do mercado, o receio de uma nova paralisação da máquina pública norte-americana, somado à pressão por juros mais baixos e aos resultados da Microsoft, moldaram o pregão. Acompanhe os desdobramentos que agitaram Wall Street.

A “Bolha de IA” e o Tombo da Microsoft

O principal catalisador da queda no mercado foi o **investimento massivo das gigantes de tecnologia em inteligência artificial (IA)**. As ações da Microsoft (MSFT34) foram as mais afetadas, recuando mais de 12% após a divulgação de seus resultados. Embora a receita da divisão de computação em nuvem, Azure, tenha crescido 39%, ligeiramente acima da projeção de 38,8%, o avanço não foi suficiente para tranquilizar os investidores.

Há um questionamento crescente sobre se os vultosos gastos com IA estão se traduzindo em ganhos financeiros robustos e sustentáveis. A Microsoft, que apostou cedo na OpenAI e integrou sua tecnologia em produtos como o M365 Copilot, agora enfrenta um **cenário competitivo mais desafiador**. A boa recepção do modelo Gemini do Google e o avanço de agentes autônomos como o Claude Cowork da Anthropic levantam preocupações tanto para os negócios de IA quanto para as ofertas tradicionais de software da empresa.

“Shutdown” à Vista e Pressão sobre o Fed

O fantasma de um novo “shutdown” paira sobre os Estados Unidos. Os democratas do Senado rejeitaram uma proposta que financiaria amplas áreas do governo além do prazo final de sexta-feira, 30 de fevereiro. A negociação com o presidente Donald Trump para conter suas táticas agressivas de fiscalização da imigração se mostrou infrutífera até o momento, o que pode forçar uma paralisação parcial do governo a partir de sábado, 31 de fevereiro.

O próprio presidente Donald Trump expressou otimismo quanto a um acordo bipartidário para evitar a paralisação, mas a incerteza persiste. No ano passado, os EUA enfrentaram a maior paralisação da história, que durou 43 dias e causou atrasos na publicação de dados econômicos. Trump também reiterou sua pressão sobre o Federal Reserve (Fed) por **juros mais baixos**, criticando Jerome Powell por manter a taxa de referência em patamares considerados altos demais.

Meta na Contramão e o Futuro do Fed

Em contraste com a Microsoft, as ações da Meta (M1TA34) apresentaram um desempenho positivo, saltando mais de 10%. Isso ocorreu em função das projeções da empresa para a receita, que devem ficar entre US$ 53,5 bilhões e US$ 56,5 bilhões, superando as estimativas dos analistas de US$ 51,41 bilhões. O mercado reagiu favoravelmente às expectativas de crescimento da dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Enquanto isso, o Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado. A decisão, que não foi unânime, contou com votos de diretores indicados por Trump e de um dos cotados para substituir Powell, que defenderam um corte de 0,25 ponto percentual. A expectativa sobre quem sucederá Jerome Powell no comando do Fed também adiciona uma camada de incerteza ao cenário econômico.

O fechamento dos principais índices em Wall Street refletiu esse cenário complexo: o Dow Jones fechou com uma leve alta de 0,11%, aos 49.071,56 pontos. Já o S&P 500 registrou queda de 0,13%, aos 6.969,01 pontos, e o Nasdaq apresentou a maior desvalorização, com recuo de 0,72%, aos 23.685.12 pontos.

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