Ibovespa busca fôlego após renovar máxima histórica, enquanto dólar se aproxima de R$ 5,19 em dia de volatilidade externa.
A bolsa brasileira, Ibovespa (IBOV), viveu um dia de fortes emoções. Após atingir um novo recorde histórico intradia, o principal índice da bolsa nacional não conseguiu sustentar os ganhos e terminou a sessão em queda, refletindo o comportamento negativo de Wall Street. O dólar, por sua vez, continuou sua trajetória de recuo, fechando abaixo dos R$ 5,20.
A volatilidade do mercado foi influenciada pela sinalização do Banco Central sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário. Apesar da manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, o Copom indicou que os juros podem começar a cair já na próxima reunião, em março. Essa perspectiva animou parte dos investidores, mas a cautela prevaleceu diante do cenário internacional.
A queda no Ibovespa foi parcialmente contida pela força de empresas como Vale e Petrobras, cujas ações se beneficiaram da alta nas commodities. No entanto, o desempenho negativo de outros setores e a aversão ao risco vindas dos Estados Unidos acabaram pesando sobre o índice. As informações são do g1.
Ibovespa atinge novo pico, mas fecha em baixa com influência de Nova York
O Ibovespa alcançou a marca inédita de 186.449,75 pontos durante o pregão desta quinta-feira (29), superando o recorde anterior estabelecido no dia anterior. Contudo, a euforia foi passageira, e o índice reverteu os ganhos, encerrando o dia com uma desvalorização de 0,84%, aos 183.133,75 pontos. Essa oscilação reflete a forte influência do mercado externo.
Sinalização de corte de juros e dados domésticos movimentam o mercado
A expectativa pelo início do afrouxamento monetário impulsionou o mercado em alguns momentos. O Copom, em seu comunicado, sinalizou a intenção de iniciar a redução da taxa Selic em março, caso o cenário esperado se confirme. Essa perspectiva gerou apostas em um corte de 0,50 ponto percentual, levando a Selic para 14,50% na curva de juros futuros. Dados econômicos como o Caged e novas pesquisas eleitorais também dividiram a atenção dos investidores.
Dólar segue em trajetória de queda e fecha abaixo de R$ 5,20
Em contrapartida à volatilidade do Ibovespa, o dólar à vista (USDBRL) apresentou um desempenho mais estável, com queda de 0,25%, terminando o pregão a R$ 5,1936. Este patamar representa o menor nível da moeda americana desde maio de 2024, indicando um fluxo de capital estrangeiro mais favorável para o Brasil ou uma menor busca por ativos de segurança no exterior.
Wall Street em tom misto: temores de IA e risco de shutdown pesam nas bolsas americanas
O cenário internacional contribuiu para a cautela dos investidores. Em Wall Street, os principais índices terminaram o dia em tom misto. O temor de uma nova “bolha de inteligência artificial” e o risco de um novo “shutdown” (paralisação do governo) nos Estados Unidos aumentaram a aversão ao risco. O Dow Jones fechou em leve alta de 0,11%, enquanto o S&P 500 recuou 0,13% e o Nasdaq teve queda de 0,72%. Na Europa, os índices fecharam sem direção definida, enquanto na Ásia, a maioria encerrou em alta.

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