A saga da Apple (AAPL34) começou com a genialidade e a visão de Steve Jobs, moldando o futuro da tecnologia.
A história da Apple, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, é marcada por inovação, ousadia e reviravoltas. Desde seus primórdios, a companhia trilhou um caminho de invenções pioneiras e estratégias que a levaram a se tornar a primeira big tech a atingir o valor de mercado de US$ 3 trilhões.
A trajetória da Apple, detalhada no episódio da temporada do Tech Riders dedicado às gigantes do Vale do Silício, revela como a dupla dinâmica formada por Steve Wozniak e Steve Jobs, com sua combinação única de talento técnico e visão comercial, definiu a essência da empresa.
O especialista Pedro Carvalho, da Empiricus Asset, nos leva de volta aos anos 70, explorando os primeiros protótipos e as transformações cruciais impulsionadas por Steve Jobs, que foram fundamentais para salvar a companhia de um possível colapso, conforme informações divulgadas.
O ponto de partida: A Blue Box e o embrião da Apple
Em 1971, Steve Wozniak, fascinado por um artigo sobre as misteriosas “blue boxes”, dispositivos que exploravam falhas na rede telefônica, dedicou-se a criar sua própria versão digital. Enquanto Wozniak focava na engenharia, Steve Jobs enxergava o imenso potencial comercial. Essa percepção deu início à produção e venda dos dispositivos para estudantes na Universidade de Berkeley.
Como o próprio Steve Jobs refletiu anos depois, a Blue Box foi um marco crucial: “sem a Blue Box não haveria Apple”, segundo Pedro Carvalho. Essa experiência inicial não apenas gerou lucro, mas também ensinou aos fundadores sobre o poder de controlar infraestruturas e o impacto real de suas ideias no mundo.
Entre avanços e atritos: A Apple à beira do colapso
O crescimento exponencial da Apple, impulsionado por sucessos como o Apple I e o Apple II, culminou em um dos maiores IPOs da história em 1980, avaliado em US$ 1,7 bilhão. No entanto, os bastidores da empresa eram palco de intensos conflitos internos.
Após vislumbrar no Xerox PARC tecnologias revolucionárias como a interface gráfica e o mouse, Jobs ficou obcecado em incorporá-las aos produtos da Apple. Essa visão impulsionou o desenvolvimento do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh, mas também acirrou as tensões com o conselho da empresa.
Em 1985, a situação atingiu um ponto crítico. Steve Jobs, o fundador visionário, foi afastado de suas responsabilidades operacionais, sentindo-se traído na empresa que ele mesmo fundou. Poucos meses depois, Jobs renunciou e fundou a NeXT, abrindo caminho para a gestão de John Sculley.
A era Sculley e o declínio da Apple
John Sculley, ex-presidente da PepsiCo, foi trazido por Jobs em 1983 para profissionalizar a gestão da Apple. Sob sua liderança, a empresa viveu um período de prosperidade no final dos anos 80. Contudo, essa ascensão não se manteve.
Com a renúncia de Sculley e subsequentes trocas na presidência, a Apple entrou em um período de declínio acentuado, enfrentando dificuldades financeiras e perdendo relevância no mercado.
O retorno que salvou a Apple: A visão estratégica de Steve Jobs
A pergunta que paira é: o que fez a Apple se reerguer e se tornar a gigante que conhecemos hoje? A resposta, inegavelmente, passa pelo retorno de Steve Jobs. Mesmo afastado, ele enxergou uma oportunidade de reposicionar a empresa em seu momento mais crítico.
Jobs retornou com uma visão estratégica clara e ambiciosa, acreditando na necessidade de uma reinvenção completa da Apple. Foi nesse contexto que nasceu a ideia do produto que se tornaria a grande virada de chave da companhia, marcando para sempre o setor de tecnologia.
Os detalhes desse retorno triunfal, as escolhas estratégicas que salvaram a Apple e os lançamentos icônicos que definiram seu futuro estão explorados no último episódio do programa Tech Riders, disponível no canal da Empiricus Asset.

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