Gol (GOLL54), CBA (CBAV3) e Oncoclínicas (ONCO3) agitam o mercado financeiro com notícias relevantes nesta sexta-feira (30).
A sexta-feira (30) promete ser movimentada na bolsa de valores brasileira, com anúncios importantes de empresas como Gol, CBA e Oncoclínicas. A aprovação da oferta pública de aquisição (OPA) da Gol para fechar seu capital, a venda da participação da Votorantim na CBA para um consórcio internacional e o posicionamento da Oncoclínicas sobre uma ação judicial contra o Banco de Brasília (BRB) são os principais destaques.
O mercado acompanha atentamente os desdobramentos dessas operações, que podem impactar diretamente o desempenho das ações e o futuro das companhias envolvidas. A Gol busca simplificar sua estrutura, a CBA muda de mãos para players globais e a Oncoclínicas se defende em meio a questões judiciais.
Confira os detalhes que agitam o noticiário corporativo desta sexta-feira, conforme divulgado pelas empresas e agências de notícias.
Gol (GOLL54) terá capital fechado após aprovação da OPA pela CVM
A Companhia de Valores Mobiliários (CVM) aprovou o registro da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Gol Linhas Aéreas (GOLL54), um passo crucial para o fechamento de capital da companhia. A proposta, anunciada em outubro do ano passado, visa simplificar a estrutura da empresa, gerar sinergias e reduzir custos.
A Gol e sua subsidiária Gol Investment Brasil (GIB) serão incorporadas pela Gol Linhas Aéreas (GLA). A GIB, como ofertante, definiu o preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações preferenciais (GOLL54) para a OPA. Este valor, sujeito a ajustes, será pago em leilão a ser realizado na B3 em 19 de fevereiro de 2026.
A companhia destacou que o preço da OPA é superior ao valor justo indicado em laudo de avaliação de janeiro de 2026, elaborado pela Apsis Consultoria Empresarial Ltda., conforme determina a legislação aplicável.
Acordo Bilionário: Chinalco e Rio Tinto compram participação da Votorantim na CBA (CBAV3)
Um acordo de R$ 4,7 bilhões foi firmado entre a chinesa Chinalco e a australiana Rio Tinto para a aquisição da participação da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). A transação envolve 68,6% das ações detidas pela Votorantim e prevê a criação de uma joint-venture no Brasil.
A joint-venture será controlada por uma subsidiária da Chinalco, com 67% de participação, e a Rio Tinto ficará com os 33% restantes. Adicionalmente, a joint-venture lançará uma oferta pública (OPA) para adquirir as demais ações da CBA em circulação no mercado, com o objetivo de cancelar o registro da empresa na bolsa.
As empresas afirmaram em comunicado que a intenção atual é que a OPA ocorra simultaneamente ao cancelamento do registro da CBA, mas essa estratégia poderá ser reavaliada após a conclusão da aquisição das participações majoritárias.
Oncoclínicas (ONCO3) esclarece judicialização contra o Banco de Brasília (BRB)
Em resposta a questionamentos da CVM, a Oncoclínicas (ONCO3) confirmou ter entrado com uma medida judicial contra o Banco de Brasília (BRB). O objetivo da ação é resguardar os direitos da companhia em relação aos Fundos de Investimento em Participações (FIPs) que detêm ações da Oncoclínicas.
A ação, tramitando sob segredo de justiça, busca uma liminar para impedir que o BRB promova alterações na gestão ou governança dos FIPs, além de dispor sobre suas cotas e ativos. A Oncoclínicas esclareceu que a medida judicial difere do noticiado pelo Valor Econômico, que indicava um questionamento sobre a quantidade de ações da companhia detidas pelo banco.
A notícia do jornal apontava que a participação do BRB na Oncoclínicas poderia ter superado 10% após a incorporação de carteiras do Banco Master. A Oncoclínicas busca, com a ação, proteger seus interesses e a estabilidade dos fundos.
S&P rebaixa rating do BRB e mantém banco em observação negativa
A agência de classificação de risco S&P National Ratings rebaixou os ratings de crédito do BRB – Banco de Brasília, mantendo a instituição em observação negativa. A decisão foi motivada por pressões sobre o capital e riscos reputacionais persistentes.
Os ratings de emissor de longo e curto prazo foram cortados de brBBB-/brA-3 para brBB/brB, na Escala Nacional Brasil, e permanecem em CreditWatch negativo. O rebaixamento ocorre em decorrência da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga uma suposta fraude envolvendo ativos adquiridos pelo BRB do Banco Master.
A S&P avalia que a investigação pode gerar necessidade de aportes de capital ou venda de ativos para cobrir potenciais perdas, impactando o capital regulatório do banco. O risco reputacional também tende a afetar a geração de negócios e o funding da instituição. Embora a agência considere a possibilidade de suporte do Distrito Federal, esse apoio depende de aprovações legislativas e pode não ocorrer de forma ágil.
Copasa (CSMG3) aprova mudanças estatutárias para privatização
O Conselho de Administração da Copasa (CSMG3) aprovou propostas que serão submetidas à assembleia geral para viabilizar o processo de privatização da companhia. A reforma do estatuto social visa adequações necessárias à desestatização, conforme a Lei Estadual nº 25.664, de 2025.
Entre as mudanças está a criação de uma ação preferencial de classe especial (golden share), de titularidade exclusiva do Estado de Minas Gerais. Serão propostas também a conversão de uma ação ordinária do Estado em golden share e a consolidação do estatuto social.
As medidas estão condicionadas à conclusão da oferta pública de distribuição secundária de ações a ser realizada pelo Estado no âmbito da privatização.
Cemig (CMIG4) conclui aquisição da ETTM por R$ 30 milhões
A Cemig (CMIG4) finalizou a aquisição da totalidade do capital social da Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita S.A. (ETTM), anteriormente pertencente ao grupo Fram Capital. A operação foi realizada pela subsidiária integral Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT).
O valor da transação foi de R$ 30 milhões, com uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 6 milhões para os ativos adquiridos. Os ativos de transmissão da ETTM, localizados no Vale do Aço, em Minas Gerais, são compostos pela linha de transmissão Mesquita–Timóteo 2 e pela subestação Timóteo 2.
A aquisição está alinhada ao planejamento estratégico da Cemig, que prevê investimentos em ativos de transmissão no estado mineiro.

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