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Desemprego no Brasil em Mínima Histórica: Taxa Cai para 5,1% no Fim de 2025 e Ano Termina com Recorde Anual

Desemprego no Brasil Atinge Mínima Histórica no Fim de 2025, Indicando Mercado de Trabalho Robusto

A taxa de desocupação no Brasil alcançou o menor patamar já registrado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), encerrando o quarto trimestre de 2025 em 5,1%. Este resultado não apenas renovou o recorde de baixa para o período, mas também consolidou uma média anual histórica mais favorável, demonstrando a contínua força do mercado de trabalho no país.

Os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30) revelam uma trajetória descendente em relação aos trimestres anteriores. A taxa de 5,1% no último trimestre de 2025 representa uma queda em comparação com os 5,6% do terceiro trimestre e os 6,2% registrados no mesmo período de 2024. Essa melhora está em linha com as expectativas do mercado, conforme pesquisa da Reuters.

Essa performance positiva reflete um cenário de **expansão da ocupação**, especialmente no setor de serviços, conforme explicou Adriana Beringuy, coordenadora do IBGE. A queda significativa no número de pessoas desocupadas, que diminuiu de 7,194 milhões para 6,150 milhões em um ano, contrasta fortemente com os picos observados durante a pandemia de Covid-19, quando o número ultrapassou 14 milhões de pessoas.

Ocupação Recorde e Renda em Alta Impulsionam Economia

O ano de 2025 também foi marcado por um número recorde de pessoas ocupadas, totalizando 102,983 milhões. Este aumento na população ocupada, comparado aos 101,309 milhões de 2024, contribui para a sustentação da renda e do consumo das famílias. A renda média do trabalhador também apresentou crescimento, atingindo R$ 3.613 no quarto trimestre de 2025, um avanço em relação aos R$ 3.527 do trimestre anterior e R$ 3.440 do final de 2024.

Comércio e Setor Privado Lideram Recuperação e Criação de Vagas

A recuperação do setor de comércio foi um dos destaques do final de 2025. Após um período de queda na ocupação no terceiro trimestre, o comércio, especialmente em segmentos como vestuário e calçados, apresentou crescimento no contingente de trabalhadores. No setor privado, trabalhadores com carteira assinada registraram alta de 0,5% no trimestre, totalizando 39,409 milhões, enquanto os sem carteira também apresentaram crescimento similar.

Perspectivas para 2026 e Impacto da Política Monetária

Apesar do cenário positivo, economistas apontam para uma possível estabilização ou leve alta na taxa de desemprego em 2026, refletindo um menor crescimento econômico esperado para o ano. Rafael Perez, economista da Suno Research, prevê que o mercado de trabalho continuará aquecido, mas com um ritmo mais moderado.

O mercado de trabalho brasileiro demonstrou **resiliência** ao longo de 2025, mesmo diante de taxas de juros elevadas, inflação controlada e aumento da renda. Essa força é um fator que pode dificultar o controle da alta dos preços. O Banco Central, ciente desse cenário, manteve a taxa Selic em 15% e sinalizou o início de um ciclo de cortes de juros para março, buscando um equilíbrio entre o controle inflacionário e o estímulo à economia.

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