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Ibovespa Dispara 12,56% em Janeiro, Melhor Mês Desde 2020, Impulsionado por Capital Estrangeiro e Dólar em Queda Livre

Ibovespa em Rumo Histórico: Janeiro de Fortes Ganhos e Dólar em Declínio

O Ibovespa iniciou 2026 com um ritmo impressionante, seguindo a tendência de alta do ano anterior e estabelecendo novos recordes históricos. A entrada significativa de capital estrangeiro foi o principal motor por trás dessa valorização expressiva.

Em janeiro, o principal índice da bolsa brasileira superou a marca dos 186 mil pontos pela primeira vez. A alta acumulada no mês foi de 12,56%, configurando o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020, um feito notável para o mercado financeiro.

Paralelamente, o dólar registrou uma desvalorização expressiva de 4,40% em relação ao real durante o mês, encerrando a última sessão cotado a R$ 5,2476. Esse cenário de fortalecimento da moeda brasileira contribuiu para o otimismo no mercado de ações. As informações são do conteúdo divulgado.

O Papel Crucial do Capital Estrangeiro e o “Sell America”

A forte injeção de capital estrangeiro foi um fator determinante para a tendência de alta do Ibovespa. Esse movimento foi impulsionado pela chamada “rotação global”, caracterizada pela saída de dólares dos Estados Unidos, iniciada na segunda quinzena do mês.

A escalada das tensões geopolíticas envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump, contribuiu para essa tendência, conhecida como “Sell America”. Investidores buscaram diversificar seus portfólios, encontrando oportunidades no mercado brasileiro.

Dados da B3 revelam que os investidores estrangeiros aportaram mais de R$ 23 bilhões em janeiro até o dia 28, o maior volume mensal desde janeiro de 2022. Esse montante representa mais de 90% de todo o investimento estrangeiro registrado ao longo de 2025, quando a entrada total foi de R$ 25,47 bilhões.

Cenário Político e Acordos Internacionais em Destaque

O cenário eleitoral brasileiro começou a ganhar espaço nos mercados. As pesquisas mais recentes indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança em todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro, mas sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno diminuiu.

Outro evento de relevância foi a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), após 26 anos de negociações. Esse marco promete impulsionar as relações comerciais e econômicas entre os blocos.

No cenário internacional, as tensões geopolíticas se agravaram com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Após a intervenção, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA e a Venezuela estão trabalhando “bem” juntos, com projeção de investimentos de pelo menos US$ 100 bilhões por grandes empresas de petróleo no país latino-americano.

Desdobramentos do Caso Master e Política Monetária Definem o Mês

O mercado também acompanhou os desdobramentos do Caso Master, envolvendo a liquidação e investigação por fraude bancária do Banco Master. Em 21 de janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra autoridades do Rioprevidência, para apurar suspeitas de operações financeiras irregulares relacionadas ao caso. As investigações continuam em andamento.

Na política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, pela quinta vez consecutiva. No entanto, o comunicado sinalizou a intenção de iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião, em março, caso o cenário esperado se confirme.

Essa sinalização de um início de afrouxamento monetário refletiu no aumento das apostas de um corte de 0,50 ponto percentual na curva de juros futuros brasileira. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado.

Cogna e Petrobras Lideram Altas, Enquanto Vivara Sofre com Preço do Ouro

Entre as maiores altas do Ibovespa em janeiro, a Cogna (COGN3) se destacou com uma valorização de 43,99%, mesmo após um desempenho excepcional em 2025. Revisões positivas de bancos, como o JP Morgan, que elevou a recomendação para compra, impulsionaram as ações da empresa educacional.

A Petrobras (PETR4) também registrou fortes ganhos, com alta de mais de 24%, emendando sua décima alta consecutiva. A valorização do petróleo Brent no mercado internacional, em meio às tensões geopolíticas, sustentou o desempenho da estatal, que superou a marca de R$ 500 bilhões em valor de mercado.

Na ponta negativa, as ações da Vivara (VIVA3) lideraram as quedas, com recuo de 15,22%. A forte valorização do ouro pressionou os custos de produção da varejista, impactando seus resultados. Outras empresas como Hapvida (HAPV3) e C&A Modas (CEAB3) também figuraram entre as maiores quedas do mês.

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO MENSAL
COGN3Cogna ON43,99%
RAIZ4Raízen ON27,16%
PETR3Petrobras ON24,01%
VAMO3Vamos ON23,53%
PRIO3PRIO ON23,10%
PETR4Petrobras PN22,52%
UGPA3Ultrapar ON21,44%
MULT3Multiplan ON20,88%
YDUQ3Yduqs ON20,54%
CYRE3Cury ON20,08%
CÓDIGONOMEVARIAÇÃO MENSAL
VIVA3Vivara ON-15,22%
HAPV3Hapvida ON-11,74%
MBRF3MBRF ON-6,56%
CEAB3C&A Modas ON-6,50%
AURE3Auren ON-5,14%
SMFT3Smart Fit ON-4,98%
SUZB3Suzano ON-4,12%
CPFE3CPFL Energia ON-3,43%
DIRR3Direcional ON-1,20%
TAEE11Taesa units-1,14%

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