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BRB entrega relatório com ‘achados relevantes’ sobre créditos falsos do Banco Master à PF e BC

BRB compartilha resultados de auditoria com autoridades

O Banco de Brasília (BRB) anunciou ter submetido à Polícia Federal e ao Banco Central um relatório preliminar de auditoria forense. A entrega, realizada na última quinta-feira (29/01/2026) à PF e nesta segunda-feira (02/02/2026) ao BC, contém o que o banco descreve como “achados relevantes”.

O documento foi elaborado pelo escritório de advocacia Machado & Meyer, com apoio técnico da consultoria global Kroll. A investigação interna busca esclarecer as circunstâncias de operações financeiras que podem ter gerado prejuízos significativos para a instituição.

A notícia sobre a entrega do relatório surge em meio a novas investigações. Conforme informado pelo site g1, a Polícia Federal abriu um inquérito específico para apurar suspeitas de gestão fraudulenta no âmbito do BRB, intensificando o escrutínio sobre as atividades do banco.

Operação Compliance Zero e a compra de créditos falsos

O cerne da investigação remonta à aquisição, pelo BRB, de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em créditos considerados falsos do Banco Master, ocorrida no ano passado. Essa transação é um dos focos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

O BRB, inclusive, manifestou interesse em adquirir o Banco Master ainda em 2025. Posteriormente, o banco público do Distrito Federal conseguiu negociar parte desses créditos inexistentes, trocando-os por ativos do Master, como cotas de fundos de investimento.

No entanto, a operação não está isenta de riscos. Há a possibilidade de o BRB ainda sofrer perdas relacionadas a esses ativos adquiridos. Em depoimento à PF no final de dezembro de 2025, Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, estimou que as perdas do BRB com o caso poderiam alcançar até R$ 5 bilhões.

Medidas judiciais e extrajudiciais em andamento

Em resposta aos achados da auditoria forense e às investigações em curso, o BRB declarou que tem adotado uma série de “medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais”. Estas ações, que tramitam em segredo de justiça, visam a recuperação de possíveis prejuízos.

O objetivo dessas medidas é ressarcir os danos causados pelos “agentes relacionados à operação Compliance Zero”. O banco público também assegurou que implementará “novas medidas, com a maior brevidade possível”, para salvaguardar seus interesses financeiros e patrimoniais.

BRB reafirma solidez e compromisso

Apesar das investigações e dos potenciais prejuízos, o BRB fez questão de ressaltar sua estabilidade financeira. Em sua nota, a instituição afirmou que “segue sólido” e reiterou seu compromisso com a proteção de seu patrimônio, a segurança de seus clientes e o fomento ao desenvolvimento econômico e social da região de Brasília.

A transparência e a colaboração com as autoridades são pontos destacados pelo banco, que busca, através da auditoria forense e das medidas legais, garantir a integridade de suas operações e a confiança do mercado.

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