Dólar interrompe alta com expectativa de corte na Selic e fecha em R$ 5,25
O dólar à vista encerrou o pregão desta terça-feira (3) em leve queda, cotado a R$ 5,2500, registrando uma desvalorização de 0,18%. A moeda americana interrompeu uma sequência de ganhos impulsionada pela forte expectativa do mercado em relação a um corte na taxa básica de juros, a Selic, já em março.
Essa precificação de uma futura redução nos juros pelo Banco Central foi o principal fator que retirou força do mercado de câmbio. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a sinalização de início de flexibilização da política monetária, o que animou os investidores e contribuiu para a pressão de baixa sobre o dólar durante a sessão.
O movimento do dólar no Brasil acompanhou o desempenho da moeda americana no cenário internacional. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, um índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais fortes, como o euro e a libra, operava em queda de 0,18%, aos 97.451 pontos. Conforme informação divulgada pelo Money Times, essa queda internacional também contribuiu para o cenário doméstico.
Ata do Copom reforça corte na Selic em março
A ata da última reunião do Copom, divulgada mais cedo, confirmou a indicação de que o Banco Central pretende iniciar o corte na Selic em sua próxima reunião. Na última semana, o colegiado optou por manter os juros inalterados em 15% ao ano, mas a ata trouxe detalhes sobre as intenções futuras.
O documento afirma que “o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”. No entanto, o BC reforça que “manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, demonstrando cautela.
A magnitude dos cortes futuros, segundo o Copom, será definida a cada reunião. “O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante”, adicionou a ata.
Mercado aposta em corte de 0,50 ponto percentual
Em reação às informações contidas na ata, o mercado financeiro elevou as apostas em um corte de 0,50 ponto percentual na taxa de juros. Se confirmada, essa redução levaria a Selic para 14,50% ao ano, um patamar ainda considerado restritivo.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que a ata do Copom reforçou a leitura de que o ciclo de corte na Selic terá início em março. Ele acrescentou que essa perspectiva, ao manter o diferencial de juros ainda elevado, contribui para a pressão de baixa sobre o dólar.
Cenário internacional também favorece a queda do dólar
Além dos fatores domésticos, o cenário internacional também apresentou elementos que favoreceram a queda do dólar. O alívio nas tensões geopolíticas globais e o acordo alcançado no Congresso dos Estados Unidos para encerrar a paralisação parcial da máquina pública americana (shutdown) movimentaram o mercado de câmbio.
No final da tarde, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um acordo bipartidário para encerrar o ‘shutdown’, que havia começado no último sábado (1º). O texto foi enviado ao presidente Donald Trump para sanção. A legislação deve restaurar o financiamento para diversas áreas, como defesa, saúde, trabalho e educação, além de prorrogar temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna enquanto negociadores buscam mudanças na lei de imigração.

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