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Milho e Soja Disparam em Chicago: Créditos de Biocombustíveis e Novas Regras do Tesouro dos EUA Impulsionam Preços

Grãos em Alta: Milho e Soja Recuperam Terreno em Chicago com Foco em Biocombustíveis

Os contratos futuros de milho e soja apresentaram uma recuperação significativa nesta terça-feira (3) na bolsa de Chicago. A onda de vendas que afetou os mercados de commodities na sessão anterior deu lugar a um otimismo renovado, impulsionado principalmente por atualizações cruciais do Departamento do Tesouro dos EUA sobre créditos fiscais para biocombustíveis.

Essa divulgação trouxe um alívio e maior clareza para os participantes do mercado, que vinham acompanhando de perto as novas diretrizes. A expectativa é de que essas mudanças fortaleçam a demanda por commodities agrícolas essenciais na produção de energia limpa, como milho e soja.

A mudança de cenário em Chicago reflete a sensibilidade do mercado de grãos a fatores regulatórios e de demanda. A recuperação de hoje sinaliza um possível ponto de virada para os preços, que haviam sofrido pressão devido a fatores macroeconômicos e tensões geopolíticas. Conforme análise de especialistas, a divulgação das novas regras fiscais foi o principal gatilho para essa valorização.

Novas Regras de Crédito Fiscal para Biocombustíveis Impulsionam Demanda

O cerne da recuperação reside nas atualizações do Tesouro dos EUA sobre o crédito fiscal 45Z, destinado à produção de combustível limpo. Uma das mudanças mais relevantes é o esclarecimento de que apenas matérias-primas provenientes dos EUA, México e Canadá se qualificarão para o benefício fiscal. Além disso, o crédito foi estendido até 2029, oferecendo maior previsibilidade.

Segundo Dan Basse, presidente da AgResource Company, a divulgação dessas orientações trouxe “alguma clareza e adicionalidade para os produtores de biocombustíveis”. Essa maior segurança incentiva investimentos e a produção, refletindo diretamente na demanda pelos grãos.

Soja e Milho: Biocombustíveis como Motores de Demanda

Os biocombustíveis representam uma fonte vital de demanda para o óleo de soja, um dos principais produtos derivados da oleaginosa. A expectativa em torno da orientação do Tesouro já vinha sendo precificada pelo mercado, e a confirmação das regras impulsionou os contratos de soja, que fecharam em alta de 5,50 centavos, a US$10,6575 o bushel.

O milho, por sua vez, também sentiu o impacto positivo. O grão é a matéria-prima principal para a produção de etanol, outro biocombustível de grande relevância. O avanço de 2,75 centavos, fechando a US$4,285, demonstra a expectativa de aumento no consumo de milho para fins energéticos.

Recuperação após Volatilidade e Perspectiva de Oferta Global

Na segunda-feira, os grãos foram afetados por uma liquidação geral em commodities, influenciada pela diminuição das tensões entre EUA e Irã e a alta do dólar. No entanto, a estabilização dos mercados de commodities, especialmente do petróleo, na terça-feira, forneceu um suporte fundamental para a recuperação do milho e da soja.

Apesar da recuperação, a oferta global abundante continua sendo um fator a ser observado. No Brasil, a colheita da safra de soja, que promete ser recorde, está em seus estágios iniciais. Consultorias como a StoneX e a Célere elevaram suas previsões para a safra brasileira de soja em 2025/26, citando rendimentos superiores ao esperado.

Trigo Acompanha Movimentação com Suporte Indireto

O trigo também registrou um leve avanço, fechando em alta de 1 centavo, a US$ 5,2875 o bushel. As preocupações com danos causados pelo frio às safras nos EUA e na região do Mar Negro estão diminuindo, mas os futuros do trigo ganharam algum apoio indireto dos movimentos positivos do milho e da soja, indicando um sentimento de recuperação mais amplo no setor de grãos.

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