Dólar fecha próximo da estabilidade a R$ 5,24 com dados de emprego nos EUA e cenário eleitoral brasileiro em foco
O dólar à vista encerrou o pregão desta quarta-feira (4) em patamar próximo da estabilidade, cotado a R$ 5,2495, com variação negativa de 0,01%. O desempenho da moeda americana divergiu da tendência observada no exterior, onde o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas globais, apresentava alta.
Diversos fatores influenciaram o comportamento do câmbio no Brasil. Dados fracos do mercado de trabalho privado dos Estados Unidos, conversas entre os presidentes dos EUA e China, e o cenário eleitoral brasileiro concentraram as atenções dos investidores.
Conforme informação divulgada pela ADP, a criação de vagas no setor privado norte-americano em janeiro ficou aquém das expectativas. Foram abertos 22.000 postos de trabalho, um número inferior aos 37.000 de dezembro, que foi revisado para baixo. Economistas consultados pela Reuters previam a criação de 48.000 vagas. Essa desaceleração no emprego nos EUA pode influenciar as decisões futuras do Federal Reserve sobre a taxa de juros.
Setor de serviços dos EUA e tensões geopolíticas em evidência
Apesar dos dados de emprego, o setor de serviços dos Estados Unidos mostrou resiliência em janeiro, com a pesquisa ISM registrando 53,8. No entanto, o aumento no custo dos insumos nesse setor pode indicar uma pressão inflacionária futura. Paralelamente, o mercado acompanhou a conversa telefônica entre os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China), abordando temas como comércio, questões militares e Taiwan.
O presidente Trump também fez declarações sobre o Irã, afirmando que o líder supremo do país, aiatolá Khamenei, deveria estar “muito preocupado”. Essa retórica adiciona um elemento de incerteza às relações internacionais e pode ter reflexos nos mercados globais, incluindo o câmbio.
Cenário eleitoral brasileiro e fluxo cambial positivo
No âmbito doméstico, a pesquisa Meio/Ideia trouxe um dado relevante para o cenário eleitoral de 2026. O levantamento apontou um avanço do senador Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, colocando-o tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno. Lula aparece com 45,8% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41,1%, com margem de erro de 2,5 pontos porcentuais.
Em outro dado econômico importante, o Banco Central divulgou que o Brasil registrou um fluxo cambial positivo de US$ 5,086 bilhões em janeiro. Esse resultado foi impulsionado pela entrada líquida de recursos na bolsa de valores na semana passada, totalizando US$ 4,180 bilhões. Esse fluxo positivo contrasta com a saída líquida de US$ 12,191 bilhões observada em dezembro de 2025.
Impacto dos fatores no dólar e perspectivas
A combinação desses fatores – dados econômicos dos EUA, tensões geopolíticas e o cenário eleitoral brasileiro – contribuiu para a pouca variação do dólar hoje. A instabilidade externa, evidenciada pela alta do DXY, foi parcialmente compensada por elementos domésticos e pela divulgação de dados americanos menos robustos que o esperado.
Investidores seguem atentos aos próximos indicadores econômicos dos EUA, que podem fornecer mais pistas sobre a trajetória da política monetária do Federal Reserve. Além disso, desdobramentos geopolíticos e o andamento do cenário eleitoral no Brasil continuarão a influenciar o comportamento da moeda americana no país.

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