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Dólar Dispara para R$ 5,25 com Dados de Emprego nos EUA e Queda nas Commodities: Entenda o Impacto no Brasil

Dólar Ganha Força e Fecha em R$ 5,25 com Dados Fracos dos EUA e Liquidação de Commodities

O cenário econômico global apresentou volatilidade nesta quinta-feira, com o dólar americano demonstrando força contra diversas moedas, incluindo o real brasileiro. A divisa americana encerrou o dia cotada a R$ 5,2535, registrando uma alta de 0,08%.

Este movimento de valorização da moeda dos Estados Unidos foi impulsionado por uma combinação de fatores. Dados do mercado de trabalho americano vieram abaixo do esperado, e o setor de commodities, crucial para a economia brasileira, passou por um processo de liquidação, afetando diretamente o fluxo cambial.

A desvalorização do real reflete a dinâmica internacional, onde o DXY, índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, como o euro e a libra, também apresentava alta. O mercado de câmbio esteve atento a diversos eventos, desde indicadores econômicos até decisões de política monetária e tensões geopolíticas.

Vagas de Emprego nos EUA Abaixo do Esperado Pressionam o Dólar

Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho apresentou sinais de desaceleração. O relatório Jolts, divulgado pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, revelou que o número de vagas de emprego em aberto em dezembro caiu para o menor nível em mais de cinco anos, atingindo 6,542 milhões. Este número ficou abaixo das previsões dos economistas, que esperavam 7,20 milhões de vagas.

Adicionalmente, os pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 31 de janeiro apresentaram um aumento inesperado, subindo para 231 mil. Os economistas consultados pela Reuters previam 212.000 pedidos. Esses indicadores sinalizam um possível arrefecimento da economia americana, o que pode influenciar as decisões futuras do Federal Reserve (Fed).

Juros na Europa Estáveis, Mas Futuro Incerto

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) optou por manter a taxa de juros inalterada em 2% ao ano, pela quinta vez consecutiva. Apesar da decisão conservadora, os operadores de mercado já precificam uma pequena probabilidade de corte nos juros da Zona do Euro até setembro, enquanto uma parcela menor aposta em um aumento das taxas referenciais até abril de 2027.

A trajetória dos juros nos Estados Unidos também permaneceu no radar. Discussões sobre a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve e sua possível autonomia em relação às decisões do presidente Donald Trump geraram incertezas. O atual presidente do Fed, Jerome Powell, encerra seu mandato em maio, adicionando mais um elemento de atenção ao cenário monetário americano.

Commodities em Queda Afetam o Real Brasileiro

O real brasileiro sentiu o impacto da liquidação das commodities. Como um país exportador, o Brasil é sensível às flutuações nos preços de produtos como minério de ferro e petróleo. O contrato futuro do minério de ferro negociado na China fechou em queda de 1,73%, e o petróleo Brent recuou 2,83%, pressionando a moeda nacional.

Investidores locais também reagiram a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a taxa de juros. Lula reiterou sua visão de que os juros estão altos, apesar de elogiar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A expectativa é que o ciclo de afrouxamento monetário no Brasil se inicie em março, conforme indicado pelo Copom.

Balança Comercial Apresenta Superávit, Mas Dados Dividem Atenção

Em um cenário misto, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro, um aumento expressivo de 85,8% em relação ao ano anterior. Esse resultado, o segundo maior para meses de janeiro já registrado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ficou ligeiramente abaixo das expectativas de economistas.

Os investidores continuam acompanhando de perto o cenário eleitoral e as movimentações políticas, que também podem influenciar a percepção de risco e, consequentemente, o comportamento do dólar e do real. A combinação de fatores externos e internos molda o ambiente econômico atual do Brasil.

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