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FGC em Alerta: Plano de R$ 50 Bilhões para Cobrir Rombo do Caso Master e Prevenir Novos Impactos no Setor Bancário

Fundo Garantidor de Crédito (FGC) se prepara para votação de plano emergencial que visa recompor suas reservas em aproximadamente R$ 50 bilhões. A necessidade surge após o desembolso para cobrir os pagamentos de investidores afetados pela liquidação do grupo Master pelo Banco Central. A proposta busca blindar o sistema financeiro contra futuras instabilidades.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) está em processo de articulação para votar um plano estratégico que visa a recomposição de seu caixa. A urgência se dá pela necessidade de cobrir os valores desembolsados para os investidores das empresas do grupo Master, que foram liquidadas pelo Banco Central (BC). O montante necessário para essa operação é estimado em cerca de R$ 50 bilhões.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o conselho de administração do FGC analisará nesta semana a proposta que inclui a antecipação de contribuições ordinárias e a implementação de uma contribuição extraordinária. O objetivo é não apenas sanar o impacto financeiro imediato, mas também fortalecer o fundo para eventuais desdobramentos do caso Master e outros cenários de risco.

A iniciativa do FGC em buscar uma solução robusta reflete a preocupação com a estabilidade do sistema financeiro. A antecipação de recursos e a criação de novas fontes de receita buscam garantir que o fundo possa cumprir seu papel de proteção aos investidores e manter a confiança no mercado, mesmo diante de eventos de grande vulto como a liquidação de instituições financeiras.

Proposta de Recomposição Financeira Detalhada

A estratégia em discussão prevê a antecipação das contribuições ordinárias dos associados do FGC. Inicialmente, o plano contempla a antecipação de pagamentos referentes aos anos de 2026, 2027 e 2028. Além disso, a proposta inclui a adoção de uma contribuição extraordinária com prazo indeterminado, buscando uma sustentação financeira de longo prazo para o fundo.

Paralelamente, o setor bancário, em conjunto com o Banco Central, avalia a possibilidade de direcionar parte do depósito compulsório para reforçar a liquidez do FGC. Essa medida teria o duplo benefício de fortalecer o fundo e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão sobre os caixas das instituições financeiras associadas, otimizando a gestão dos recursos no sistema.

Entendendo o Depósito Compulsório e seu Papel

O depósito compulsório é uma ferramenta de política monetária na qual os bancos são obrigados a manter uma parcela dos depósitos de seus clientes depositada no Banco Central. Sua principal função é garantir a estabilidade do sistema financeiro, controlar a liquidez da economia e combater a inflação, atuando como um mecanismo de segurança.

A liquidação de instituições como o Banco Master, Banco Master de Investimentos, Letsbank e Will Bank demandou um ressarcimento significativo pelo FGC, estimado em R$ 46,9 bilhões. Em novembro de 2025, o saldo do FGC era de aproximadamente R$ 125 bilhões, o que significa que o desembolso representou mais de 37,5% de suas reservas de liquidez.

Detalhes da Antecipação de Contribuições Ordinárias

O FGC é mantido pelas contribuições das instituições financeiras associadas, que repassam mensalmente 0,01% do total de seus depósitos elegíveis à garantia. Conforme O Globo, o plano de recomposição financeira detalha a antecipação desses pagamentos mensais em três fases:

A primeira antecipação seria dividida em três parcelas ainda no ano corrente, entre março e maio, totalizando um adiantamento de 60 meses. Em março de 2027, haverá a antecipação de mais 12 parcelas mensais. Posteriormente, em março de 2028, ocorrerá uma nova antecipação de 12 parcelas mensais. Espera-se que esses repasses antecipados sejam remunerados à taxa Selic.

Contribuição Extraordinária e Impacto Estimado

A proposta também contempla a introdução de uma contribuição extraordinária de 0,06% ao ano, com duração indeterminada. Com a antecipação dos pagamentos ordinários, os repasses mensais se concentrariam nesta contribuição extraordinária. Fontes consultadas pelo jornal O Globo indicam que este plano combinado tem o potencial de levantar um montante superior a R$ 40 bilhões para o FGC, auxiliando na sua robustez financeira.

Até o momento da publicação desta matéria, o FGC não retornou os contatos do Money Times para confirmar os detalhes do plano. A rápida articulação e votação desta proposta são cruciais para a manutenção da credibilidade e da capacidade de atuação do fundo em cenários de crise.

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