Voltar

Galípolo defende “calibragem” da Selic e DIs reagem em baixa, com mercado de olho em cortes futuros

Mercado financeiro reage a discurso de Galípolo sobre “calibragem” da Selic e DIs operam em baixa

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) apresentaram oscilação em baixa nesta segunda-feira (9). A movimentação ocorre após o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, defender o conceito de “calibragem” da taxa Selic. No cenário internacional, os rendimentos dos Treasuries mantêm uma trajetória de ganhos.

Por volta das 11h44, a taxa dos DIs com vencimento em janeiro de 2028 registrava 12,64%, uma queda em relação aos 12,67% do fechamento anterior. Similarmente, a taxa para janeiro de 2035 marcava 13,425%, inferior aos 13,507% apurados na sessão passada. O rendimento do Treasury de dez anos, considerado um termômetro global para investimentos, subia 2 pontos-base, atingindo 4,224%.

As declarações de Galípolo foram feitas durante um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Ele enfatizou que a palavra-chave para o atual momento da política monetária é “calibragem”, classificando-a como “essencial”. O presidente do BC também alertou que a expectativa de cortes nos juros não deve ser interpretada como uma “volta da vitória”, indicando a necessidade de atenção contínua aos indicadores econômicos.

“Calibragem” e “parcimônia”: as palavras de ordem do BC

Galípolo explicou que a situação atual difere daquela observada durante o pico da alta dos juros. “Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste”, afirmou. Ele reconheceu a melhora da inflação, mas ressaltou a persistência de um mercado de trabalho aquecido.

O presidente do Banco Central reforçou a importância da “parcimônia” e da “cautela” na análise dos dados econômicos. Essa abordagem visa permitir uma dosagem adequada da política monetária. Em meio a essas declarações, as taxas dos DIs perderam o ímpeto inicial da sessão e passaram a operar em território negativo, especialmente nos contratos com vencimento a partir de janeiro de 2028.

Expectativas para os próximos passos da política monetária

No final de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica Selic em 15% ao ano. Contudo, o comunicado sinalizou a possibilidade de cortes a partir de março. A principal dúvida no mercado reside na magnitude do primeiro corte a ser implementado.

Análises de mercado na B3, referentes à última quinta-feira, indicavam uma probabilidade de 67,50% para um corte de 50 pontos-base na Selic em março. Havia também 21% de chance para uma redução de 25 pontos-base e 6,30% de possibilidade de uma baixa mais expressiva de 75 pontos-base. A evolução dos dados econômicos será crucial para definir os próximos movimentos do Copom.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

REDES SOCIAIS

...

Pra Quem Investe: Descomplicamos o mundo dos investimentos para você sair da inércia e tomar decisões com confiança. Conheça nosso curso Dominando Investimentos e aprenda sobre CDB, LCI/LCA, CRI/CRA, fundos, ações e muito mais!

© 2025. Pra Quem Investe. Todos os direitos reservados.

Rolar para cima