BRB (BSLI4) Sofre Forte Queda na Bolsa Após Plano para o Banco Central e Revelação de Perdas
As ações preferenciais do BRB, o Banco de Brasília, registraram uma queda expressiva de 20,71% na B3, sendo negociadas a R$ 4,47 nesta segunda-feira (9). O movimento de desvalorização ocorre logo após o banco estatal ter apresentado seu plano de recomposição de capital ao Banco Central (BC).
Este plano surge como resposta às perdas significativas apuradas em operações envolvendo o Banco Master, um evento que abalou a confiança dos investidores. Em contrapartida, as ações ordinárias do BRB apresentaram um desempenho oposto, com uma alta de cerca de 5,50%, alcançando R$ 4,33.
A apresentação do plano foi realizada pessoalmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias. Conforme informações divulgadas pelo BRB, o documento detalha ações preventivas a serem implementadas caso se confirme a necessidade de aportes do Governo do Distrito Federal (GDF), o que dependerá da conclusão de investigações em andamento. O banco ressalta que a iniciativa visa garantir a sustentabilidade da instituição, a estabilidade das operações e a transparência para todos os seus públicos. Conforme apurado pelo jornal O Estado de S.Paulo, as perdas com o Banco Master podem ter chegado a R$ 5 bilhões, segundo depoimento de um diretor do BC à Polícia Federal no fim do ano passado.
Detalhes do Plano e Possibilidades de Capitalização
O BRB não divulgou valores específicos em seu comunicado oficial, mas afirmou que o plano apresentado ao BC foi elaborado para garantir a sustentabilidade e fortalecer o capital institucional, assegurando a estabilidade das operações. O banco reforçou seu compromisso com a transparência, a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades.
Em tese, o BRB possui cinco caminhos para levantar capital: buscar empréstimos de outras instituições financeiras, incluindo bancos privados e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC); vender ativos, como carteiras imobiliárias e créditos a estados e municípios; criar um fundo imobiliário com terrenos e imóveis do GDF; receber aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal; ou obter um empréstimo do GDF com garantia do FGC, com posterior repasse ao BRB.
Ações de Venda de Ativos e Negociações em Curso
As medidas que envolvem recursos do governo distrital dependem de aprovação da Câmara Legislativa do DF. O objetivo principal do plano é injetar liquidez, reduzir o porte da instituição e diminuir a necessidade de novos aportes do controlador, em um cenário de restrições fiscais. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o BRB teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do Fundo de Garantia, para conter a fuga de capitais.
O mesmo jornal informou que o BRB está em negociação para vender quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito concedidas a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, operação que pode render aproximadamente R$ 730 milhões em valor presente. Além disso, o banco busca desfazer-se de fundos de investimento adquiridos do próprio Banco Master.
Investigações sobre Operações com Banco Master
As apurações em curso investigam a compra, pelo BRB, de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, com indícios de ativos superfaturados ou inexistentes. O BRB, contudo, afirma que aproximadamente R$ 10 bilhões desse montante já foram substituídos ou liquidados e negou o bloqueio de bens.

O Pra Quem Investe é um portal dedicado a transformar informação financeira em conhecimento acessível. Aqui, você encontra notícias, análises, insights e conteúdos educativos criados para ajudar investidores — iniciantes ou experientes — a entender o mercado, tomar decisões mais seguras e construir um futuro financeiro sólido. Nosso objetivo é simplificar o mundo dos investimentos e mostrar, na prática, como uma boa gestão financeira pode mudar vidas.













