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Renda Fixa Domina Captação de Fundos em Janeiro com R$ 75,3 Bilhões, Mas Multimercados Surpreendem e Roubam a Cena

Janeiro de 2024 marca um forte início para a indústria de fundos no Brasil, com uma captação líquida impressionante de R$ 75,3 bilhões. A renda fixa se destaca como o principal motor desse crescimento, atraindo a maior parte dos investimentos. No entanto, o cenário revela uma dinâmica mais complexa, com fundos multimercados apresentando uma recuperação notável e fundos de ações, apesar de saídas líquidas, mostrando forte desempenho.

O mês de janeiro enviou uma mensagem clara dos investidores brasileiros: o dinheiro não ficou parado nas férias. A indústria de fundos registrou uma entrada líquida expressiva, consolidando um início de ano robusto para os gestores em um ambiente ainda marcado por juros elevados e a busca por previsibilidade.

A força da renda fixa é inegável, mas a volta dos multimercados e a performance de ações indicam uma busca crescente por diversificação e estratégias mais ativas. O que esperar deste cenário em fevereiro?

Conforme levantamento da Anbima, a captação total atingiu R$ 75,3 bilhões, evidenciando um apetite considerável por investimentos em fundos logo no começo do ano.

Renda Fixa Concentra a Maior Fatia dos Aportes com Destaque para Crédito Privado

A classe de renda fixa foi a grande protagonista de janeiro, atraindo R$ 57,4 bilhões em entradas líquidas, o que representa mais de 75% da captação total. Dentro dessa categoria, o tipo Duração Baixa Grau de Investimento, que foca em títulos de crédito privado de baixo risco e vencimentos mais curtos, como debêntures e CRIs/CRAs com rating elevado, liderou os aportes com R$ 48,4 bilhões.

Em contrapartida, o tipo Duração Baixa Soberano, composto majoritariamente por títulos públicos federais pós-fixados ou de curto prazo, apresentou resgates líquidos de R$ 14 bilhões. Isso pode indicar uma migração de recursos para estratégias com maior exposição a crédito privado ou maior flexibilidade.

O tipo Duração Livre Crédito Livre, que oferece maior flexibilidade na gestão da carteira, captou R$ 9,6 bilhões. Em termos de desempenho, o Duração Livre Crédito Livre avançou 1,78% em janeiro, enquanto o Duração Baixa Grau de Investimento teve um retorno de 1,18% no mês.

Multimercados Voltam a Captar e Ações Apresentam Desempenho Positivo

Além da renda fixa, janeiro trouxe sinais de mudança no comportamento do investidor. Os fundos multimercados registraram captação líquida relevante de R$ 17,3 bilhões, o melhor resultado desde junho de 2021. O tipo Investimentos no Exterior, o maior da classe em patrimônio, teve um ganho de R$ 11 bilhões, seguido pelo tipo Livre, com R$ 6,1 bilhões em captação.

No mês, as rentabilidades dos multimercados foram de 1,32% e 1,84%, respectivamente. Essa recuperação nos multimercados sinaliza uma maior disposição dos investidores em buscar estratégias mais dinâmicas e diversificadas.

Ações: Saídas Líquidas, Mas Performance em Destaque

A classe de ações manteve um saldo negativo em janeiro, com o tipo Ações Livre registrando saída líquida de R$ 1,3 bilhão. O Ações no Exterior, por sua vez, teve uma entrada de R$ 513 milhões. No acumulado do ano, os fundos de ações somam um resgate líquido de R$ 2,4 bilhões.

Apesar das saídas, a performance foi o grande destaque da categoria em janeiro. As rentabilidades variaram entre 4,36% e 16,19%, com o tipo Mono Ação liderando os ganhos. O Ações Livre, segundo maior em patrimônio, avançou 6,98% no mês, mostrando o potencial de valorização para os investidores que permaneceram na classe.

Outros Fundos e o Cenário Geral de Janeiro

Entre os fundos estruturados, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) registraram saída líquida de R$ 2,6 bilhões, enquanto os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) apresentaram captação positiva de R$ 924,9 milhões.

O retrato de janeiro sugere um investidor ainda ancorado na renda fixa, buscando segurança e rendimentos previsíveis, mas gradualmente mais disposto a diversificar. A volta dos multimercados e a forte performance das ações indicam uma mudança de postura, com olhos voltados para estratégias com exposição internacional e maior discricionariedade.

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