Motiva (MOTV3) registra salto impressionante no lucro líquido do 4º trimestre de 2025, impulsionado por estratégias de otimização e novas concessões.
A Motiva (MOTV3), anteriormente conhecida como CCR, divulgou um desempenho financeiro notável no quarto trimestre de 2025, com um lucro líquido ajustado de R$ 606 milhões. Este valor representa um aumento expressivo de 68,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O resultado positivo foi amplamente impulsionado por uma significativa melhoria no portfólio de concessões da empresa. A estratégia incluiu o encerramento de operações de barcas no Rio de Janeiro e a repactuação de contratos em concessionárias nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O balanço, publicado nesta segunda-feira (9), também revelou um Ebitda ajustado de R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 25,2% na comparação anual, com a margem Ebitda expandindo 9,2 pontos percentuais, atingindo 62,4%. Esses números superaram as expectativas de analistas, que previam lucro líquido ajustado de R$ 501 milhões e Ebitda de R$ 2,57 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.
Transformação e Novas Concessões Impulsionam Crescimento
A revisão estratégica do portfólio de ativos da Motiva incluiu a incorporação de novas concessões importantes, como a PRVias, no Paraná, e a Rota Sorocabana, em São Paulo. Essas adições reforçam a estratégia de crescimento e diversificação da companhia.
“Os resultados de 2025 demonstram a consolidação do processo de transformação da Motiva, em curso desde 2023”, afirmou Miguel Setas, presidente-executivo da companhia, em comunicado oficial. Ele destacou a eficiência operacional alcançada.
A empresa atingiu a meta de antecipar em um ano a relação de custos operacionais versus receita líquida ajustada para 38%, entregando um indicador opex/receita líquida ajustada em 37,5%. Este feito demonstra a capacidade da Motiva em otimizar suas operações e gerar valor.
Venda de Aeroportos e Alavancagem Financeira
Em paralelo, a Motiva segue em processo de venda de seus aeroportos para a mexicana Asur, em um negócio avaliado em R$ 11,5 bilhões. A transação faz parte de uma reconfiguração estratégica do grupo.
Ao final de 2025, a alavancagem financeira ajustada da empresa estava em 3,6 vezes, um ligeiro aumento em relação às 3,3 vezes registradas no final de dezembro de 2024. Contudo, em comparação com o terceiro trimestre de 2025, a alavancagem permaneceu estável.
A companhia atribuiu essa estabilidade à “contribuição de caixa das novas concessões e a otimização do portfólio”, sinalizando um gerenciamento financeiro prudente em meio às mudanças estratégicas.

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