IPCA de Janeiro: Indicador-Chave da Inflação Brasileira Sob Lupa e Seus Efeitos no Mercado
Os mercados financeiros voltam seus olhos para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, principal termômetro da inflação no Brasil. As expectativas apontam para uma alta, mas dentro dos limites tolerados pelo Banco Central, o que pode influenciar diretamente as decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
Segundo projeções do Broadcast, o IPCA de janeiro deve registrar uma elevação de 0,32%. Com essa variação, o acumulado em 12 meses chegaria a 4,43%. Esse patamar ainda se encontra dentro do intervalo de meta estabelecido pelo Banco Central, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Outro indicador de atenção é o chamado núcleo da inflação, que exclui itens de maior volatilidade como alimentos e energia. A expectativa é de um alívio nesses números, com a média dos núcleos desacelerando de 0,46% em dezembro para 0,40% em janeiro. Esses dados são cruciais para o Banco Central avaliar a tendência inflacionária no médio prazo e ajustar suas políticas monetárias, conforme informação divulgada pelo Broadcast.
Resultados Corporativos e Eventos Relevantes em Destaque
Além da inflação, o dia promete movimentação com a divulgação de resultados do quarto trimestre de empresas importantes como TIM (TIMS3), Suzano (SUZB3) e Banco Inter (INBR32). A expectativa é de que esses balanços ofereçam mais pistas sobre o desempenho do setor corporativo brasileiro.
A agenda econômica também inclui a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na conferência anual do BTG Pactual. Amanhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípol, também estará presente no evento, gerando expectativas sobre possíveis anúncios e direcionamentos para a economia.
Desempenho Recente do Ibovespa e do Dólar
No pregão anterior, o Ibovespa (IBOV) alcançou um novo recorde de fechamento, com uma alta expressiva de 1,80%, atingindo 186.241,15 pontos. Paralelamente, o dólar à vista (USDBRL) apresentou queda de 0,62%, encerrando o dia a R$ 5,1882, o menor patamar desde 28 de maio de 2024, indicando um cenário de maior confiança para os ativos brasileiros.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, também mostrou sinais positivos, com uma leve alta de 0,03% no after-market, cotado a US$ 38,43. Esses movimentos refletem o otimismo do mercado em relação às perspectivas econômicas e políticas do país.
Cenário Internacional e Commodities
Os mercados internacionais apresentam um quadro misto nesta terça-feira. As bolsas asiáticas fecharam em alta, enquanto as europeias operam sem direção definida. Os futuros de Wall Street, por outro lado, avançam, indicando um possível dia positivo para o mercado americano.
No mercado de commodities, os preços do petróleo registram queda. As criptomoedas também seguem a tendência de baixa, com o Bitcoin (BTC) recuando 0,8% e o Ethereum (ETH) caindo 1,3%. A volatilidade nesses ativos continua sendo um ponto de atenção para os investidores globais.

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