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Pix Domina o E-commerce: Metade das Compras Online em 2028 e Superação Definitiva dos Cartões de Crédito

Pix se consolida como líder absoluto no e-commerce brasileiro, com projeção de dominar metade das transações até 2028.

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, criado pelo Banco Central (BC), está em plena ascensão e caminha para se tornar o principal meio de pagamento no e-commerce brasileiro. Uma nova projeção indica que o Pix poderá responder por metade de todas as transações online no país até o ano de 2028.

Essa rápida expansão consolida a liderança do Pix, que já superou o volume combinado de operações com cartões de crédito e débito desde 2023. A facilidade e a instantaneidade do Pix têm transformado a maneira como os brasileiros realizam suas compras pela internet.

A pesquisa da fintech de pagamentos Ebanx reforça essa tendência, mostrando que o Pix já representa uma fatia considerável do mercado. Os dados evidenciam a confiança crescente da população e a ampla disponibilidade do Pix em plataformas de venda online, conforme divulgado pela Ebanx.

Pix ultrapassa cartões de crédito em compras online

No ano passado, o Pix já havia demonstrado sua força no comércio eletrônico, respondendo por 42% das compras online. Este número superou os cartões de crédito, que ficaram com 41% das transações, segundo o estudo da Ebanx. A diferença, embora pequena em 2023, sinalizou a mudança de preferência dos consumidores.

A fintech Ebanx, com base em dados da Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI), projeta que a participação do Pix nas compras online deve atingir 45% ainda este ano. A expectativa é que essa marca chegue a 50% em 2028, ampliando a vantagem sobre os cartões de crédito para 14 pontos percentuais.

Novas funcionalidades impulsionam o Pix Automático

Eduardo de Abreu, líder global de produto do Ebanx, destaca que o lançamento do Pix Automático, uma funcionalidade para pagamentos recorrentes introduzida no ano passado, tem sido um fator importante para o avanço do Pix sobre os cartões. Essa novidade facilita o pagamento de assinaturas e contas fixas.

Além disso, Abreu ressalta a evolução natural da adoção do Pix em pagamentos de empresas. Inicialmente, o Pix ganhou força nas transferências entre pessoas físicas (P2P), mas agora os pagamentos de pessoa para empresa (P2B) se tornaram a principal categoria em volume de transações com Pix desde setembro, representando 46% do total em janeiro, contra 40% das transferências P2P.

Cartões de crédito mantêm público cativo com o parcelamento

Apesar da ascensão meteórica do Pix, os cartões de crédito devem manter um público fiel, principalmente devido ao hábito brasileiro de parcelar compras, especialmente as de maior valor. Mesmo com descontos oferecidos para pagamentos à vista via Pix, muitos consumidores ainda optam pelo parcelamento.

“Desconto é bom e faz sentido matematicamente para o usuário. Mas muitas vezes a pessoa olha e pensa, mesmo com desconto, não consigo pagar tudo neste mês. Se fizer isso, fica descapitalizada, ainda que seja mais barato”, explica Abreu. Ele enfatiza que o parcelamento continua sendo essencial para atender a parcela da população que necessita de maior flexibilidade no fluxo de caixa.

Investigação nos EUA e o futuro do Pix

No ano passado, o Pix também chamou a atenção dos Estados Unidos, que iniciaram uma investigação sobre práticas comerciais potencialmente desleais. Washington questiona o papel duplo do Banco Central como operador do Pix e regulador do sistema financeiro. Essa situação, no entanto, não parece afetar a rápida expansão do Pix no mercado brasileiro.

A crescente presença do Pix tem pressionado a participação das transações com cartões, um segmento onde empresas como Mastercard e Visa ainda detêm forte domínio. A tendência é que o Pix continue a ganhar espaço, redefinindo o cenário dos pagamentos digitais no Brasil.

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