Justiça Federal suspende atividades da Mina de Fábrica da Vale (VALE3) em Minas Gerais após vazamento de sedimentos.
A Justiça Federal determinou a suspensão imediata das atividades da Mina de Fábrica, localizada entre Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) em uma ação civil pública, motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais na região.
O vazamento ocorreu em janeiro, e a própria Vale já havia suspendido as operações da unidade em 25 de janeiro, data do acidente. A paralisação também havia sido determinada pela Justiça de Minas Gerais na semana passada, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de ações imediatas para contenção dos danos ambientais.
Segundo a decisão da Justiça Federal, a mineradora está proibida de realizar novas operações na área afetada, sendo permitidas apenas ações emergenciais de prevenção, contenção, estabilização ou fiscalização. A Vale, por sua vez, informou que está cooperando com as autoridades e realizando ações de remoção de sedimentos e limpeza das áreas afetadas, buscando mitigar os impactos ambientais.
Bloqueio de direitos de exploração mineral para garantir indenizações
Além da suspensão das atividades, a Justiça determinou o bloqueio dos direitos de exploração mineral da unidade junto à Agência Nacional de Mineração (ANM). Essa medida impede que a Vale venda ou transfira a permissão de exploração da mina a terceiros, funcionando como uma garantia para o pagamento de futuras indenizações e para a recuperação da área degradada, conforme apontado pelo MPF.
Vale reafirma segurança das barragens e aponta investigação técnica
Em nota, a Vale afirmou que os extravasamentos registrados nas unidades de Fábrica e Viga em janeiro de 2026, data que parece ser um erro de digitação na fonte original e que provavelmente se refere a janeiro de 2024, não têm relação com as barragens da companhia na região. A empresa assegura que as estruturas permanecem em condições de segurança inalteradas e sob monitoramento contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana.
A companhia acrescentou que as causas dos eventos seguem sendo investigadas de forma técnica e transparente. A mineradora ressaltou que a prioridade é a proteção de pessoas, comunidades e do meio ambiente, e que continua cooperando com as autoridades para a resolução da situação e a recuperação das áreas impactadas.
Ações de contenção e transparência com o mercado
A Vale reitera seu compromisso em cooperar com as autoridades e em realizar as ações necessárias para a recuperação ambiental. A empresa informou que está empenhada na remoção de sedimentos e na limpeza das áreas afetadas pelo vazamento. A mineradora também se comprometeu a manter o mercado informado sobre qualquer desdobramento relevante, em conformidade com as regulamentações aplicáveis, demonstrando transparência no processo.

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