Flávio Bolsonaro projeta ultrapassar Lula em pesquisas e mira eleitores independentes
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2026, declarou que as pesquisas mais recentes indicam uma **ascensão consistente de sua candidatura** e uma diminuição na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele enfatizou que as tendências são claras e que a diferença para Lula já caiu significativamente. Flávio Bolsonaro acredita que, com mais exposição, seu projeto ganhará força e se consolidará junto ao eleitorado.
Essa visão se alinha com dados recentes, como o levantamento Genial/Quaest, que aponta uma aproximação considerável. Os números mostram Flávio Bolsonaro reduzindo a diferença para Lula no segundo turno para apenas 5 pontos, e no primeiro turno, a distância é de 4 pontos, configurando um **empate técnico**.
Estratégia: diálogo e vice qualificado
Flávio Bolsonaro destacou que a disputa presidencial em 2026 será decidida por uma **pequena parcela de eleitores independentes**. Por isso, sua estratégia é ampliar o diálogo para além da base bolsonarista tradicional. Ele mencionou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como um nome qualificado para ser seu vice, elogiando seu trabalho e o peso de Minas Gerais como colégio eleitoral. No entanto, ressaltou que respeita o momento político de Zema e que não há convite formal, pois ambos estão em fase de pré-campanha.
Articulações políticas e alianças com centro e centro-direita
O senador afirmou estar em **constante diálogo com lideranças de centro e centro-direita**, com o objetivo comum de impedir a continuidade do governo do PT. Ele expressou confiança de que partidos não aderirão ao que chama de “canoa furada do PT”, pois “ninguém vai entrar na canoa furada do PT”, vendo os rumos do Brasil com o atual modelo. Flávio minimizou qualquer rumor de atrito com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, descrevendo a relação como **complementar e benéfica** para São Paulo e para o Brasil. Sobre Michelle Bolsonaro, declarou que sua participação na campanha dependerá de decisão pessoal, mas que a união de todos fortalecerá o projeto.
Propostas econômicas: corte de gastos e programas sociais
Na área econômica, Flávio Bolsonaro indicou que a equipe será composta por nomes com **credibilidade técnica**, no mínimo no nível de Paulo Guedes, garantindo previsibilidade e confiança para investidores. Ele defendeu um **”tesouraço” nas contas públicas**, com cortes de carga tributária, burocracia e gastos excessivos, criticando o modelo fiscal atual que, segundo ele, aumenta a arrecadação sem cortes estruturais. Apesar do discurso de ajuste fiscal, ele assegurou que programas sociais como o Bolsa Família serão mantidos, mas com foco em **”rampa de saída”**, para que as pessoas não se tornem permanentemente dependentes do Estado, mas sim capazes de caminhar com as próprias pernas.
Críticas ao arcabouço fiscal e visão para 2026
O senador criticou o arcabouço fiscal do governo Lula, considerando-o construído sobre bases frágeis e com expectativas de arrecadação que não se confirmam, sem enfrentar o problema dos gastos públicos. Ele reiterou sua confiança na **tendência de crescimento de sua candidatura**, acreditando que a aproximação com Lula é uma questão de tempo, impulsionada pela maior compreensão das pessoas sobre seu projeto e pela necessidade de uma alternativa ao atual modelo de governo. A busca por essa consolidação passa, segundo ele, pela **ampliação do diálogo e pela construção de convergências**.

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