Banco do Brasil (BBAS3) divulga resultados expressivos, mas descarta aumento de dividendos por enquanto
O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou um desempenho financeiro robusto no último trimestre, com lucro líquido de R$ 5,7 bilhões, superando as expectativas do mercado em 26%. Além disso, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) registrou uma melhora significativa, saltando de 8% para 12,4%, um avanço de quatro pontos percentuais.
Apesar dos números positivos, a expectativa por um aumento na distribuição de dividendos aos acionistas esbarra na estratégia do banco. O CFO Giovanni Tobias, em vídeo divulgado no canal oficial do BB, foi enfático ao afirmar que a prioridade é garantir a sustentabilidade e a solidez do banco.
“A nossa principal missão é garantir a sustentabilidade do Banco do Brasil e do negócio no país. E, para isso, precisamos ter uma estrutura sólida de capital”, declarou Tobias, sinalizando que o foco está em manter a saúde financeira da instituição para futuras expansões e para enfrentar cenários econômicos adversos. Conforme informação divulgada pelo BB, o payout (percentual do lucro destinado a dividendos) foi reafirmado em 30%, embora em períodos de maior prosperidade já tenha atingido 45%.
Prioridade: Fortaleza do Capital e Crescimento Sustentável
Giovanni Tobias ressaltou o esforço empreendido para alcançar o nível de capital atual. “Encerramos dezembro com 12,23%. E digo a vocês: suamos muito a camisa para conseguir entregar esse nível de capital”, afirmou o CFO. Ele explicou que o objetivo é retomar a rentabilidade para gerar capital orgânico, que em setembro de 2025 somou 26 pontos-base, financiando a expansão dos ativos.
O CFO pediu cautela, lembrando que 2025 foi um ano de ajustes. “Já 2026 tende a trazer uma reversão mais favorável. Ainda assim, no Banco do Brasil o primeiro compromisso é garantir a fortaleza do capital, para que possamos continuar expandindo de forma sustentável”, enfatizou Tobias. Essa postura demonstra o compromisso do banco com a perenidade do negócio.
Novo Guidance e Perspectivas para 2026
O Banco do Brasil também divulgou suas projeções para 2026, com expectativa de lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Em 2025, o lucro foi de R$ 20,7 bilhões, dentro do intervalo projetado, mas com uma queda de 45,4% em relação a 2024. A presidente-executiva, Tarciana Medeiros, explicou que 2025 foi um ano de ajustes, impactado pela inadimplência no agronegócio e novas regras contábeis.
Para 2026, Medeiros demonstra otimismo, mas com cautela. “Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro”, disse. Segundo Tobias, a expectativa é de um crescimento entre 10% e 15% no ganho, mas sem a expectativa de retornar ao nível de ROE de 2024, em virtude do processo de retomada do crescimento e recuperação da rentabilidade.
Ambiente Econômico Favorável e Estratégias Futuras
O CFO do Banco do Brasil destacou que o ambiente de redução de juros é benigno e pode impulsionar uma aceleração no segundo semestre. “Acreditamos que essa estratégia será fundamental para sustentar o crescimento da margem financeira bruta”, complementou.
A prioridade na manutenção de uma estrutura de capital sólida visa garantir a capacidade do banco de continuar operando e expandindo de maneira sustentável, mesmo diante de um cenário de incertezas econômicas. A gestão do BB busca um equilíbrio entre a distribuição de proventos e a necessidade de recursos para fortalecer sua operação e atender às demandas do mercado financeiro e do agronegócio, seu parceiro histórico.

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