Quase ‘roubo do século’ no Uruguai é frustrado com desmantelamento de quadrilha ligada ao PCC, que escavou túnel de 300 metros
O que poderia ter sido o “roubo do século” no Uruguai foi evitado com a prisão de uma quadrilha com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação criminosa, que possuía contornos cinematográficos, foi desmantelada pelas autoridades uruguaias antes de ser concluída. A investigação revelou um plano audacioso que envolvia a escavação de um túnel de 300 metros.
A força-tarefa policial prendeu 11 suspeitos, incluindo brasileiros, uruguaios e paraguaios, que agora respondem por associação criminosa, tentativa de assalto e tráfico de drogas. A semelhança com o famoso assalto ao Banco Central em Fortaleza, no Brasil, em 2005, chamou a atenção das autoridades.
Conforme informações divulgadas, o plano envolvia um túnel que levaria à rede de esgoto de uma agência do Banco de la República, principal instituição financeira do Uruguai. A descoberta do túnel, que já atingia 300 metros, foi o ponto chave para a frustração do crime. A operação policial, que vinha monitorando o grupo desde setembro do ano passado, culminou na prisão em Montevidéu, evitando um prejuízo milionário.
O fantasma do assalto ao Banco Central em Fortaleza
A forma de atuação da quadrilha desmantelada no Uruguai remete diretamente ao **maior furto da história do Brasil em dinheiro vivo**: o assalto ao Banco Central em Fortaleza, em 2005. Na ocasião, criminosos escavaram um túnel de cerca de 80 metros para acessar o cofre da instituição, de onde levaram aproximadamente R$ 165 milhões.
O assalto em Fortaleza, que inspirou um filme, contou com a participação de mais de cem pessoas. Apesar de diversas condenações, grande parte do dinheiro roubado nunca foi recuperada, deixando um rastro de mistério e reforçando a audácia de tais empreendimentos criminosos. A ligação de um dos presos no Uruguai, **Raimundo de Souza Pereira, conhecido como “Piauí”**, com a coordenação da escavação do túnel em Fortaleza, reforça os laços entre as ações.
Investigação minuciosa e apreensões surpreendentes
A investigação uruguaia começou após uma denúncia anônima que levou a polícia a monitorar uma casa alugada na Cidade Velha de Montevidéu. No local, foram encontradas ferramentas de escavação, como pás e picaretas, além de equipamentos como um drone e câmeras de vigilância, indicando um planejamento detalhado.
A surpresa, no entanto, veio com a descoberta de **113 kg de maconha e 42 kg de cocaína**, revelando que o grupo também atuava no tráfico de drogas. Além do entorpecente, foram apreendidos dois veículos, roupas de construção e uma quantia significativa em dinheiro, incluindo 30 mil pesos uruguaios, US$ 800 e R$ 37 mil.
Liderança e conexões com o crime organizado
Embora as autoridades uruguaias não tenham divulgado a identidade completa dos presos, informações indicam que o líder do grupo seria **Jorge Fulco**, um uruguaio com suspeitas de envolvimento com narcotráfico e **ligações com o PCC**. Essa conexão com uma das maiores facções criminosas do Brasil adiciona um novo nível de complexidade ao caso.
A atuação coordenada, o planejamento de longo prazo com a escavação de um túnel extenso e as conexões com o crime organizado demonstram a sofisticação e a periculosidade do grupo. A rápida ação da polícia uruguaia foi crucial para impedir que o plano se concretizasse e para desarticular uma operação que poderia ter marcado a história criminal do país vizinho.

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