Inflação nos EUA: O que os dados de Janeiro revelam sobre o bolso do consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos apresentou uma **alta de 0,2% em janeiro**, com ajuste sazonal. Em comparação anual, a inflação acumulada nos 12 meses chega a **2,4%**. Esses números foram divulgados pelo Departamento do Trabalho e vieram ligeiramente abaixo das projeções de economistas, que antecipavam um avanço de 0,3% na base mensal e 2,5% no acumulado anual.
Ainda que a inflação geral tenha mostrado um leve arrefecimento em relação às expectativas, o núcleo do CPI, que exclui os itens mais voláteis como alimentos e energia, registrou um **aumento de 0,3% no mês e de 2,5% em 12 meses**. Isso indica que as pressões inflacionárias em componentes mais estáveis da economia persistem, merecendo atenção.
Acompanhar o comportamento do CPI é fundamental para entender o poder de compra dos consumidores e as decisões de política monetária do Federal Reserve. A análise detalhada dos componentes que impulsionaram e frearam a inflação em janeiro oferece um panorama mais claro sobre as tendências econômicas nos EUA. Conforme informação divulgada pelo Departamento do Trabalho dos EUA.
O que mais pesou no bolso do americano em Janeiro?
Dentro do índice geral, alguns setores apresentaram **altas expressivas** que impactaram diretamente o orçamento familiar. O grande vilão do mês foram as **passagens aéreas**, que dispararam impressionantes **6,5%**, liderando os aumentos dentro do núcleo da inflação. Outros itens que registraram aumentos significativos incluem cuidados pessoais com uma alta de 1,2%, seguidos por recreação e comunicação, ambos com elevação de 0,5%.
No setor de alimentos, os consumidores sentiram o aperto principalmente em cereais e produtos de padaria, que tiveram um **aumento de 1,2%**, e laticínios, com alta de 0,8%. Os serviços médicos também não ficaram atrás, com uma elevação de 0,3% no geral, e os serviços hospitalares subiram ainda mais, registrando 0,9% de aumento.
Gasolina e carros usados ajudam a frear a inflação
Por outro lado, a queda em alguns itens importantes atuou como um **freio para a inflação geral** em janeiro. A **gasolina** foi o principal destaque negativo, com uma **retração de 3,2%** no mês, o que contribuiu para a queda de 1,5% no índice de energia. Essa redução nos combustíveis aliviou parte da pressão sobre o índice cheio do CPI.
Outros setores que apresentaram retrações e ajudaram a conter o avanço dos preços foram os carros e caminhonetes usados, que caíram 1,8%, e o seguro de veículos, com recuo de 0,4%. No segmento de alimentos, a única baixa relevante foi no grupo de “outros alimentos consumidos em casa”, que registrou uma queda de 0,3%.

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