Vale (VALE3) tem desempenho operacional sólido em 2025, mesmo com prejuízo líquido trimestral, segundo analista
Em um dia de baixa para o Ibovespa, o balanço da Vale (VALE3) no quarto trimestre de 2025, que registrou um prejuízo atribuído aos acionistas de US$ 3,8 bilhões, foi um dos focos de atenção do mercado. No entanto, para Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, a companhia apresentou um trimestre positivo, com ênfase no resultado operacional.
Hungria ressaltou que o foco deve ser no resultado operacional, que demonstrou uma forte alta de 21% no Ebitda. Segundo ele, 2025 foi um ano de muitas conquistas para a Vale, incluindo o retorno a um patamar de produção recorde, algo não visto há algum tempo. Nos trimestres recentes, a empresa tem se dedicado a melhorar a produtividade, a segurança e a eficiência operacional.
O analista considera que, de certa forma, é “saudável o papel dar uma parada para respirar”. Ele ainda mencionou que a Vale já enfrentou riscos maiores no passado, que iam além das oscilações do minério de ferro. Os impactos dos desastres de Mariana e Brumadinho foram, de acordo com Hungria, “muito mais impactantes não só socialmente, mas também ao próprio balanço da empresa”.
Investimentos em segurança e eficiência reduzem riscos da Vale
Ruy Hungria destacou que a Vale tem realizado **investimentos significativos na descaracterização de minas de risco** e em eficiência para a redução de custos. Essas ações, segundo o analista, tornam a companhia **menos suscetível às variações do preço do minério de ferro**, um dos principais indicadores do setor.
Cenário internacional: inflação nos EUA e expectativas do Fed
No cenário internacional, os dados de inflação dos Estados Unidos em janeiro vieram abaixo do esperado, com uma alta de 0,2%, enquanto o mercado previa 0,3%. Essa desaceleração na inflação tem o potencial de **recalibrar as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed)**.
Anteriormente, o mercado havia reduzido consideravelmente a probabilidade de cortes nas taxas de juros pelo Fed em junho, após a divulgação de um relatório de empregos (payroll) que mostrou um número de vagas muito acima do esperado. A nova leitura da inflação pode influenciar a decisão futura do banco central americano.
Resultados operacionais da Vale em 2025
Apesar do prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, o resultado operacional da Vale (VALE3) foi considerado **muito sólido**, com um **Ebitda ascendente de 21%**. Este desempenho reflete os esforços da empresa em otimizar sua produção e eficiência.
A melhora na produtividade e a segurança operacional foram pontos fortes mencionados por Hungria. A Vale tem focado em **melhorias contínuas para garantir a sustentabilidade e a competitividade** no mercado global de mineração.
O futuro da Vale: menos vulnerabilidade a riscos externos
O analista da Empiricus Research enfatizou que a Vale está se tornando **menos exposta a riscos externos**, especialmente aqueles relacionados a desastres ambientais e sociais, como os de Mariana e Brumadinho. Os investimentos em descaracterização de minas de risco e em eficiência operacional são estratégicos para **mitigar futuros impactos negativos** no balanço da empresa.

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