Ibovespa fecha em queda, mas acumula ganhos de quase 2% na semana; dólar sobe a R$ 5,22
A segunda semana de fevereiro marcou um período de volatilidade nos mercados financeiros brasileiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil, encerrou a sexta-feira (13) em tom negativo, influenciado pela aversão ao risco por parte de investidores estrangeiros e pela divulgação de dados econômicos internos.
Apesar do recuo na ponta final da semana, o Ibovespa conseguiu sustentar um desempenho positivo no acumulado dos últimos cinco pregões, evidenciando a resiliência do mercado em meio a um cenário global desafiador. Enquanto isso, o dólar americano continuou sua trajetória de alta frente ao real, refletindo a busca por segurança em moedas consideradas mais fortes.
Os investidores estiveram atentos a uma série de fatores, desde o noticiário corporativo até indicadores macroeconômicos que apresentaram resultados aquém do esperado. Esses elementos contribuíram para um ambiente de cautela, impactando diretamente o desempenho das ações e a cotação da moeda estrangeira. Conforme informações divulgadas, o Ibovespa teve ganho de 1,92% na semana, enquanto o dólar acumulou alta de 0,18%.
Desempenho do Ibovespa e Ações em Destaque
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com uma queda de 0,69%, atingindo 186.464,30 pontos. A maioria das ações que compõem o índice registrou perdas, incluindo papéis de peso como Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 2,32% após um dia de alta na véspera, e Petrobras (PETR4), que caiu 0,59% mesmo com a alta do petróleo Brent. A Vale (VALE3) também apresentou desvalorização de 2,47%, seguindo a tendência de queda nos preços do minério de ferro.
Apesar do desempenho negativo em alguns de seus maiores componentes, a Vale divulgou resultados operacionais e de geração de caixa que agradaram analistas, com destaque para a divisão de metais básicos e a redução da alavancagem, indicando um ciclo operacional robusto, segundo a XP Investimentos. A TIM (TIMS3) liderou a ponta negativa do Ibovespa, com baixa de 3,92%, após forte valorização acumulada no ano. No lado positivo, a Eneva (ENEV3) se destacou com alta de 8,01%, impulsionada por notícias sobre revisão de preços para leilão de capacidade.
Cenário Macroeconômico e Influência no Mercado
No cenário doméstico, a divulgação de dados de vendas do varejo em dezembro trouxe um tom de preocupação. As vendas do varejo restrito apresentaram um recuo de 0,4% em relação a novembro, um resultado mais negativo do que o esperado pelo mercado. O conceito ampliado, que inclui outros segmentos, também registrou queda de 1,2% no mesmo período, intensificando a percepção de desaceleração econômica.
As movimentações corporativas também estiveram no radar dos investidores, como os anúncios sobre a reestruturação de dívidas da Raízen (RAIZ4), que geraram atenção e influenciaram o comportamento de alguns papéis. Esses fatores, somados à cautela internacional, contribuíram para o ambiente de incerteza que marcou o fechamento da semana.
Dólar em Alta e Mercado Internacional
O dólar à vista encerrou a sexta-feira cotado a R$ 5,2299, registrando uma alta de 0,57%. Na semana, a moeda americana acumulou uma valorização de 0,18% frente ao real. A alta do dólar reflete a busca de investidores por ativos mais seguros em um contexto de incertezas globais e de volatilidade nos mercados emergentes.
No exterior, os índices de Wall Street apresentaram um fechamento misto, com o setor de tecnologia e finanças demonstrando cautela devido a temores relacionados à volatilidade da inteligência artificial. Os mercados europeus também operaram sem direção única, enquanto os índices asiáticos, como o Nikkei e o Hang Seng, fecharam predominantemente em queda, refletindo o impacto da queda nas commodities e preocupações com o cenário econômico global.

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