O Início de 2026 e a Volatilidade do Ethereum
O ano de 2026 iniciou sob pressão para o mercado de criptomoedas, com quedas significativas não apenas para o Bitcoin (BTC), mas também para o Ethereum (ETH). O ativo, que fechou janeiro próximo aos US$ 2,4 mil, já opera abaixo desse patamar, terminando a última semana em torno de US$ 2 mil.
Essa desvalorização é expressiva quando comparada ao semestre anterior, quando o Ethereum atingiu sua máxima histórica de US$ 4.953,73 em agosto de 2025. Os valores atuais representam uma queda de aproximadamente 59,93%, um cenário que, para alguns, pode configurar uma oportunidade.
Mesmo com a recente baixa, grandes investidores continuam demonstrando interesse no Ethereum. No entanto, a concentração de posse da criptomoeda entre os chamados “baleias” (grandes detentores) parece estar se dispersando para os “sardinhas” (investidores de menor porte). Esse movimento pode intensificar ainda mais a volatilidade dos preços, que chegaram a tocar o suporte de US$ 1,8 mil em suas mínimas.
Especialistas indicam uma mudança no perfil dos investidores de ETH, mais do que um sinal claro de alta ou queda imediata. As perspectivas futuras para o Ethereum apontam para um possível benefício com a expansão do mercado em áreas como finanças descentralizadas (DeFi), tokenização de ativos do mundo real (RWAs) e o desenvolvimento de projetos e aplicações descentralizadas (DApps).
Essas informações foram extraídas do e-book mensal da plataforma sobre as melhores criptomoedas para investir, com base em análises de plataformas de negociação de ativos digitais. O material completo, que inclui outras 20 criptomoedas promissoras para fevereiro, está disponível para acesso.
A Mudança nas Mãos do Ethereum (ETH)
Desde junho de 2025, os grandes investidores, conhecidos como “baleias”, vinham ampliando suas posições em Ethereum. Atualmente, o valor do ETH está abaixo da média inicial dessas compras, o que, segundo o CryptoQuant, “pode tornar o preço mais atrativo para novas aquisições”.
Dados da Santiment revelam que carteiras de grande e médio porte, com pelo menos 1.000 ETH, reduziram seus investimentos em cerca de 1,5% desde o final de dezembro. Esta é a primeira vez em sete meses que esses investidores controlam menos de 75% do suprimento total do ativo.
Em contrapartida, o mercado tem observado um aumento significativo na participação de carteiras menores. Investidores com menos de 1 ETH alcançaram uma participação recorde de 2,3% da oferta total. Este movimento sugere uma maior entrada do varejo e uma menor concentração extrema nas mãos de poucos players.
A análise do CryptoQuant sugere que se trata de uma reorganização interna da base de investidores, com um rebalanceamento de fundos por parte das grandes carteiras. Geralmente, investidores de varejo, com carteiras menores, tendem a injetar mais volatilidade no ativo por serem mais sensíveis às variações de preço.
É importante notar que a redistribuição em si não define exclusivamente uma tendência de preço, mas revela mudanças no comportamento dos investidores, que absorvem a queda do ativo de maneiras distintas.
O Que Fazer com o Ethereum Agora?
Apesar do cenário de preços pressionados, a análise de mercado indica que os fundamentos do Ethereum permanecem fortes no médio e longo prazo. Especialistas veem o criptoativo como um “termômetro” do mercado, refletindo o apetite por risco e, frequentemente, recuperando-se mais rapidamente que outras altcoins.
Para a Vault Capital, o Ethereum transcende o papel de ativo especulativo, atuando estrategicamente como “uma infraestrutura essencial para o futuro das finanças descentralizadas”. A crescente adoção institucional mantém a altcoin “como um ativo central no criptoespaço”, conforme aponta a Foxbit.
O Bitso reforça que o Ethereum está “bem-posicionado para capturar fluxo institucional e corporativo ao longo do mês”. As análises defendem ainda que o diferencial do ETH reside em sua maior estabilidade, maturidade e defensibilidade regulatória, especialmente com o avanço da regulamentação em economias relevantes como Brasil, Estados Unidos e Zona do Euro.
Neste contexto, o Ethereum se mantém como um ativo estratégico para 2026, unindo sua relevância como infraestrutura tecnológica à sua função de instrumento de exposição financeira no mercado cripto. Do ponto de vista técnico, analistas da Coinext observam que o ETH está se consolidando em uma zona de indefinição. A superação desse patamar pode destravar alvos em US$ 3,3 mil e US$ 3,5 mil, com potencial de extensão até US$ 4,1 mil, embora a indefinição do cenário alongue as projeções.

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