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Brasil enfrenta prejuízo bilionário com desastres naturais em 2025: Secas e inundações causam R$ 28 bilhões em perdas

Prejuízos Bilionários com Desastres Naturais no Brasil: R$ 28 Bilhões em 2025

O Brasil registrou perdas financeiras de aproximadamente R$ 28 bilhões em 2025 devido a desastres naturais, segundo um relatório da consultoria global de riscos Aon. O montante equivale a cerca de US$ 5,4 bilhões na cotação atual.

As secas sazonais foram um dos principais fatores por trás desses prejuízos, afetando severamente a agricultura em diversas regiões do país. A Amazônia, em particular, tem enfrentado uma das secas mais intensas e prolongadas já registradas, agravando a situação.

A energia hidrelétrica, essencial para o suprimento energético nacional, também sentiu os efeitos. Sua contribuição para a geração de eletricidade, que normalmente gira em torno de 66%, caiu para menos de 50% em agosto de 2025, evidenciando a vulnerabilidade do setor às condições climáticas. Conforme informação divulgada pela consultoria Aon.

Impacto da Seca na Produção Agrícola e na Amazônia

O relatório da Aon destaca que as secas sazonais causaram fortes prejuízos agrícolas em todo o Brasil. A região amazônica, em especial, tem sido palco de uma seca severa e prolongada, com consequências devastadoras. A escassez de água e os incêndios florestais associados continuaram a gerar perdas significativas em 2024 e 2025.

A estiagem também representa um risco iminente para a indústria cafeeira, ameaçando a estabilidade da cadeia de suprimentos global. Brasil, Colômbia e Vietnã são os maiores produtores mundiais de café, e qualquer interrupção na produção pode ter repercussões internacionais.

A Aon estima que o Brasil tenha sofrido R$ 726 bilhões (US$ 139 bilhões) em perdas relacionadas à seca nos últimos 30 anos. Uma nova análise da consultoria sugere que condições de alta escassez hídrica podem comprometer até 54% das colheitas globais até 2050.

A Recuperação do Sudeste e a Continuidade da Crise Amazônica

Enquanto o Sudeste do Brasil demonstrava sinais de recuperação em 2025, o cenário na região amazônica permanecia crítico, contribuindo para a instabilidade regional. A crise hídrica afeta não apenas a agricultura, mas também a geração de energia e a disponibilidade de água potável.

A seca é um problema recorrente em toda a América do Sul. Em 2023, a Bacia do Prata, uma vasta região que abrange Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia e Brasil, registrou perdas de mais de R$ 84 bilhões (US$ 16 bilhões) apenas devido a danos relacionados à seca.

Ferramentas de Mitigação e Resiliência Climática

Beatriz Protasio, CEO de Resseguros para o Brasil na Aon, enfatiza a necessidade de direcionamento e esforços específicos para mitigar os crescentes impactos dos desastres climáticos. Ela ressalta a importância de compreender os riscos e adotar ferramentas que ajudem a transferir riscos, atenuar danos e agilizar a recuperação pós-catástrofe.

Investimentos em infraestruturas mais resilientes e maior conscientização por parte de empresas, órgãos públicos e da sociedade são cruciais. Protasio menciona o seguro paramétrico como uma ferramenta eficaz para indenizações ágeis e transparentes em casos de catástrofes climáticas.

Sistemas de alerta precoce e ferramentas de análise de risco, como o Climate Risk Monitor (CRM) da Aon, também são aliados importantes. Essas plataformas utilizam dados e modelos preditivos para ajudar organizações a compreender e mitigar sua exposição a ameaças climáticas de forma estratégica.

Panorama Global dos Desastres Naturais em 2025

Globalmente, os desastres naturais causaram perdas econômicas de R$ 1,4 trilhão (US$ 260 bilhões) em 2025, o menor valor desde 2015. No entanto, as perdas seguradas globais permaneceram altas, totalizando R$ 664 bilhões (US$ 127 bilhões), marcando o sexto ano consecutivo com pagamentos de indenizações acima de R$ 523 bilhões (US$ 100 bilhões).

Os incêndios florestais na Califórnia, EUA, foram os eventos mais custosos, gerando R$ 303 bilhões (US$ 58 bilhões) em perdas econômicas e R$ 214 bilhões (US$ 41 bilhões) em perdas seguradas. Tempestades convectivas severas, conhecidas como “chuvas de verão”, ultrapassaram os ciclones tropicais como o perigo segurado mais caro do século 21, com R$ 319 bilhões (US$ 61 bilhões) em perdas seguradas globais somente em 2025.

O ano de 2025 registrou 49 eventos com perdas econômicas bilionárias, acima da média de 46. Eventos de perda segurada bilionária totalizaram 30, superando a média histórica de 17, indicando um acúmulo de catástrofes de médio porte cada vez mais frequentes.

As fatalidades globais foram de 42 mil, impulsionadas por terremotos e ondas de calor, 45% abaixo da média do século 21. O terremoto em Mianmar foi o evento mais mortal, com mais de 5 mil vidas perdidas, excluindo as ondas de calor, que causaram 25 mil mortes mundialmente.

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