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Trump exige “só americanos votem” em meio a embate eleitoral e queda de aprovação; entenda o contexto

Trump reforça discurso por voto restrito a cidadãos americanos em meio a clima eleitoral tenso e queda de popularidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender publicamente que “só americanos votem nas eleições americanas”. A declaração, feita em sua rede social Truth Social, intensifica o debate sobre a integridade eleitoral meses antes das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

Essa manifestação ocorre em um momento delicado para o republicano, com pesquisas de opinião indicando um recuo em sua taxa de aprovação nas últimas semanas. A desaprovação crescente adiciona pressão ao presidente às vésperas de eleições cruciais para o equilíbrio de forças no Congresso.

A defesa de Trump por um sistema eleitoral mais restrito ganha força em meio a discussões no Congresso e a disputas judiciais que moldam o cenário político. Acompanhe os detalhes e o contexto por trás dessa declaração e seus possíveis impactos.

Geórgia como epicentro das alegações de fraude eleitoral

Trump cumpre agenda na Geórgia, estado que se tornou um símbolo de suas alegações, ainda não comprovadas, de fraude na disputa presidencial de 2020. Em eventos recentes, ele reiterou a tese de que venceu aquele pleito “por milhões de votos”, uma afirmação que foi refutada por auditorias, tribunais e até mesmo por membros de seu próprio governo na época.

Projeto de lei no Congresso e resistência democrata

O tema da integridade eleitoral ganhou novo fôlego no Congresso. No dia 11, a Câmara dos Representantes aprovou o Save America Act, um projeto que exige comprovação documental de cidadania para o registro eleitoral federal e reforça a apresentação de identificação com foto. A proposta, contudo, enfrenta resistência no Senado e críticas de democratas e autoridades eleitorais.

Críticos alertam para o risco de exclusão de eleitores, destacando que a legislação federal já restringe o voto a cidadãos americanos. A discussão sobre a necessidade de medidas adicionais para comprovar a cidadania eleitoral permanece acesa.

Disputa por distritos e impacto no equilíbrio de poder

No dia 4, a Suprema Corte autorizou a Califórnia a utilizar um novo mapa congressional. Tradicionalmente democrata, o estado terá um mapa considerado favorável aos democratas, inserido em uma disputa nacional pelo redesenho de distritos, que tem impacto direto no equilíbrio de forças no Congresso. Essas manobras políticas se somam ao debate eleitoral.

Queda na aprovação e desaprovação crescente

A manifestação de Trump sobre o voto ocorre em um cenário de recuo em sua aprovação. O agregador de sondagens da Associated Press e do NORC Center for Public Affairs Research aponta que a aprovação de Trump marca 36%, uma queda em relação aos 42% de março de 2025. A desaprovação, por outro lado, subiu para 62%, ante 56% no mesmo período do ano passado.

Esses números refletem um desgaste em meio a controvérsias sobre imigração e embates judiciais envolvendo a condução da economia e de políticas de seu segundo mandato, impactando diretamente sua popularidade às vésperas das eleições de meio de mandato.

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